quarta-feira, 24 de outubro de 2018

A consciência na hora de votar


Domingo próximo estaremos diante das urnas para elegermos nosso presidente e em alguns estados o governador.
 De repente, bate aquela má vontade, fruto do desânimo com a situação política do país. E o nosso orgulho pela conquista do voto é momentaneamente enfraquecido. Nós nos sentimos impotentes diante de tanta corrupção, que incendeia os blogs, posts e artigos agressivos na mídia." Porém, nesta eleição houve grande mudança no comportamento do eleitor que hoje não segue mais a mídia convencional, ele procura ater-se aos fatos e diferenciar dos fake news. 
Em hipótese alguma, pode o eleitor assumir a condição de sujeito meramente coadjuvante no processo eleitoral, pois sua atuação, longe de ser um simples dever, é de suma importância o direito de participar ativa e diretamente na formação de um governo legítimo e democrático na norma constitucional segundo a qual:
 todo poder emana do povo.
No jogo democrático, todas as partes possuem seus direitos e seus deveres. Qual é a diferença de um voto a mais ou voto a menos, não é mesmo? Pois saiba que cada voto conta e os eleitores não podem fugir de sua grande responsabilidade.
 E depois?
O trabalho do eleitor não acaba depois das eleições. Afinal de contas, as eleições são apenas uma primeira etapa de um longo ciclo, que se repete a cada quatro anos. Após as eleições, você, eleitor, deve assumir o papel de cidadão e acompanhar e fiscalizar o trabalho de seus representantes, especialmente aqueles que ajudou a eleger.
Informar-se constantemente. Hoje em dia, com a internet à disposição, é praticamente impossível ficar alheio às notícias da política. Existe também uma grande quantidade de veículos de comunicação, com orientações editoriais diversas. Você tem a liberdade de escolher se informar pelos veículos que preferir. 
Sucesso na sua votação!

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

ELEIÇÕES 2018





Recebi e por achar verdadeiro e pontual estou publicando o texto abaixo, espero que vocês gostem e se desejarem comentem:
Os verdadeiros problemas do Brasil são:
- Crise econômica
- Desemprego
- Violência
- Saúde
- Educação
- Corrupção

O que discutem nessa eleição:
- Ideologia de gênero
- Machismo
- Racismo
- Feminismo
Entenda de uma vez por todas: o seu voto vai escolher um presidente e não um pai.
Eu preciso que ele resolva os problemas do meu país e não que me ensine valores, isso eu tenho que aprender em casa e na escola.
Não eduque seu filho para respeitar gays, negros, brancos, índios. Eduque seu filho para respeitar o ser humano. Assim você não precisará dar explicações sobre as características ou escolhas de cada um!

Em época de eleição lembrei de algumas  frases e pensamentos sobre política e políticos, algumas hilárias outras bem interessantes:

Estou pensando em criar um vergonhódromo para políticos sem vergonha, que ao verem a chance de chegar ao poder esquecem os compromissos com o povo. Leonel Brizola

Muitas vezes é a falta de caráter que define uma partida. não se faz literatura, política e futebol com bons sentimentos. Nelson Rodrigues

Por que reclamar dos nossos políticos se eles são o reflexo exato do que nós somos? Se você não muda, nada muda! Vinycius Maia

O meu ideal político é a democracia, para que todo o homem seja respeitado como indivíduo e nenhum venerado. Albert Einstein


quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Clube 7 de setembro


No dia 8 de junho de 1913 um grupo de morretenses reuniu-se pela primeira vez na Sociedade protetora dos operários, com o objetivo de discutir e fundar um clube literário e recreativo na cidade de Morretes.
A segunda reunião deu-se no mesmo local no dia 5 de julho quando foram apresentados e aprovados os estatutos, com a escolha do nome que veio a ser Clube literário e recreativo 7 de setembro.
Em setembro de 1963 os morretenses comemoraram o cinquentenário do Clube 7 de setembro e em sessão solene foi dada posse à diretoria efetiva eleita, seguida de extenso programa como poderão ver abaixo.
PROGRAMA DE FESTEJOS EM MORRETES
Clube L.R. 7 de setembro
- Cinquentenário -
Dia 6 - às 20 h - Desfile de modas(infanto juvenil)
às 22 h - Baile da Valsa (baile dos casados) concurso de valsas
Dia 7 às 9 h - Missa solene na Igreja Matriz
ás 10 h - Visita ao cemitério para homenagear os fundadores, diretores e sócios falecidos
às 11 h - Sessão solene no clube com inauguração da placa comemorativa
às 12 h - Coquetel oferecido pelo clube
às 12:30 - Almoço comemorativo
às 14 h - Início da tarde esportiva
às 22:00 - Abertura do baile oficial
às 23 h - Apresentação das debutantes de 1963
às 24 h - Apresentação do bolo de aniversário
Dia 8 - Baile de Encerramento - oferecido à turma da Bossa Nova - desfile de modas (menina moça e jovem). Entrega de flâmulas, prêmio aos representantes dos jovens ou dos veteranos conferida ao Baile mais animado Havaiano e Valsa
No Clube 7 serão homenageados os três únicos sócios fundadores vivos: João Ghignone, Elpídio Trancoso de Miranda e Euclides Rocha.
Fotos a seguir: Debutantes de 1951, 1955 e 1963
Recital de piano em 1978 e cerimônia de formatura em 1978
Debutantes de 1951
Com o passar dos anos perdemos o nosso querido Clube 7 de setembro; perdemos o piano que tocou tantos boleros, fox, valsas e músicas clássicas, seus quadros/fotografias que enfeitavam as paredes, os livros da biblioteca e todo o mobiliário!
Restou o prédio abandonado e nossas lembranças de uma época tão feliz e não esquecida: os bailes a rigor ao som de maravilhosas orquestras, os animadíssimos carnavais, tardes dançantes, formaturas, recitais e o que mais vocês se lembram?

Debutantes de 1955
Deputantes de 1963
Apresentação do Recital por Marcos De Bona
Pianista Eleonora Cordeiro Consentino

Formatura na Escola Técnica de Comércio - 1958

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Festa de Nossa Senhora do Porto


No próximo dia 8 os morretenses comemoram o dia da padroeira da cidade Nossa Senhora do Porto! 
É com saudades que recordo aquelas festas, as novenas muito concorridas, a missa com belos cânticos, a procissão com os fieis pelas ruas da cidade e ao redor da igreja barraquinhas com bolachas e bolos deliciosos preparados pelas senhoras morretenses e outras prendas que eram leiloadas. Quem cantava o leilão? Marquinhos De Bona.

Desde o tempo que o rio Cubatão, hoje Nhundiaquara, era porto obrigatório de paragem de canoas era  costume dos canoeiros depositarem aos pés da Virgem a sua melhor oração sempre que voltavam da lida.
O raio - tela de Th. De Bona

As graças eram alcançadas, os pedidos atendidos e temos até milagres ocorridos como aquele narrado por um dos filhos da viúva João Malucelli (Bepin) que com um irmão e um primo, foram salvos de um raio, porque oraram com fervor a Nossa Senhora do Porto! Abrigados que estavam de uma chuva impiedosa debaixo de uma bananeira só tiveram tempo de mudar de lugar passando para outra, e eis que uma saraivada de faíscas atingiu o abrigo anterior!  Esse milagre foi retratado por Theodoro De Bona numa tela que recebeu o nome "O raio". 
Tempestade - tela de Th. De Bona
Outro milagre mais empolgante aconteceu com o falecido Júlio Vila Nova e seus filhos Levito e Itália, que elevaram suas preces e foram salvos da fúria do mar após o furacão ter partido o mastro de sua frágil embarcação, quando atravessavam a baia de Paranaguá. O mar, que era bonançoso, num momento tornou-se qual fera indomável. O desolado pai sabia que ia perecer porque a embarcação não permitia a defesa contra as ondas. Cheio de resignação, ele entregou sua sorte e a dos seus estremecidos filhos à proteção da incomparável e milagrosa santa. Daí a momentos o vento amainou, o mar tornou-se qual plácido Nhundiaquara, e eles salvaram-se, para serem testemunhas de tão grandioso milagre.  Este também retratado por Theodoro De Bona nomeado "Tempestade". 
Caros amigos saibamos amar a nossa padroeira! Pautemos nossos atos, a nossa conduta, pedindo sempre a ela que nos guie em nossos empreendimentos e anseios.

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

A CANA DE AÇÚCAR, por Miruco


Lavoura de cana de açúcar
O ciclo da cana de açúcar no norte do país, isto é, na zona nordestina, gerou idílios e romances, crimes e lendas.
A sua presença - da cana de açúcar - principalmente na Paraíba e Pernambuco foi atuante e ainda se faz sentir, tanto no terreno econômico como no âmbito social tem originado até quistos políticos.
A vida nos canaviais, na igreja e nos concílios de família, tem sido descrita em prosa e verso, transformou-se em grossos volumes, que, honrando a arte de Guttenberg, imortalizaram muitos escritores, haja vista o apreciado e célebre "Menino do engenho" já transposto para o celuloide.
É verdade que esse ciclo evoluiu e a lavoura da cana de açúcar deixou de pertencer ao nordeste; ela tomou o rumo de São Paulo e, posteriormente, adentrou o território paranaense, cujas terras, no setentrião e mesmo no chamado norte pioneiro, se assemelham às daquele importante Estado. 
No litoral do Paraná, também é uma plantação antiga e já ali existe uma usina de álcool e açúcar, sediada em Morretes, município que tem nesta lavoura, um dos esteios de sua sobrevivência.
Lá a lavoura canavieira aglutinou gerações e criou raízes profundas no tempo e no espaço. Basta citar os Malucelli, os Scucatto, os Gnatta, os De Bona, os Dalcuqui, os Polidoro, os Freitas, os Sanson.
Em Antonina labutaram no ramo; Henrique Dutra, Bernardo Moreira, os Túlio e outros. 
A cana de açúcar propaga-se por meio de sementes, porém, em termos de cultura, emprega-se a multiplicação em roças feitas com a própria espécie, mediante o côlmo (caule) correspondente a um gomo, plantado em terreno adequado.
É um vegetal de folhas compridas e ásperas, de casca lisa e dura: a sua difusão exige clima quente e muita umidade. As socas, bem cuidadas, se transformam em novos canaviais, eis que a brota é nativa (natural).
Seu principal produto o açúcar, é alimento indispensável, universal, porque comanda todas as mesas e, por sua vez, fornece a matéria prima necessária à produção do álcool, da aguardente, do melado, da rapadura, etc 
Aguardente
Por falar em rapadura: os mineiros, seguindo costumes tradicionais, fazem da rapadura um sucedânio do açúcar. No mercado de Belo Horizonte a venda do produto representa um caso singular: os molhos da rapadura são expostos em pilhas enormes e ocupam vários metros quadrados dos stands. Como se vê o hábito não se restringe as zonas rurais sendo extensivos aos citadinos.
E voltando ao açúcar: na dietética ele figura como um dos alimentos de maior teor calorífico. No uso caseiro garante a feitura de quitutes, remédios e estimulantes. O caldo de cana, que a gíria batizou como "garapa" é um refrigerante hiper glicose.
Em decorrência do progresso técnico já há algum tempo bagaço da cana vem sendo utilizado na produção do papel, existindo em território paulista a maior fábrica do gênero. 
Roda d'água
Por outro lado, o trabalho mecânico inerente às grandes usinas veio a absorver, quase por completo, a produção das pequenas fábricas, dos modestos engenhos acionados na base da roda d'água, senão com suas moendas puxadas por velhos muares. E, com isso a poesia dos alambiques vai desaparecendo. Contudo, pela uniformidade das touceiras e a predominância das suas folhas verdes, o canavial é uma festa para os olhos, proclama o poder miraculoso da natureza.

Curitiba, dezembro de 1966
MIRUCO

quarta-feira, 25 de julho de 2018

Os princípios de uma eleição por Olympio Trombini

Olympio Trombini - 1944

Revendo alguns recortes de jornais da coleção do meu pai um deles me chamou atenção - é o programa de governo de Olympio Trombini, prefeito de Morretes (1944-1945).
Como estamos em época de eleição e, principalmente pelo conteúdo dos seus vinte princípios, acho interessante a sua divulgação.

Eis aqui os vinte princípios de Olympio Trombini, - seu programa administrativo e base fundamental da grandeza desta terra, em cuja protecção, neste momento invocamos contrictos, os manes de Rocha Pombo, Rômulo José Pereira e José Gonçalves de Moraes.

Morretenses de boa vontade! Seja também vosso o nosso lemma:

“TUDO PELA GRANDEZA DE MORRETES”

PROGRAMA:

1º Disseminação, sob formas e modalidades diversas, do ensino em geral como base primordial da formação do homem-padrão (...)

2º Abertura de várias artérias rodoviárias, com todos os requintes da technica moderna ligando entre si os centros productores aos centros consumidores.

3º Abertura, em tempo opportuno, das artérias rodoviárias: a) ligando a cidade de Morretes a futurosa Villa de Guaratuba. b) ligando o bairro do Sambaquy ao Morro Alto.

4º Conservação das artérias do Município em perfeito estado (...)

5º Incentivar o desenvolvimento agrícola, facilitando aos interessados, de algum modo os meios de acquisição de sementes (...)

6º Installação da Rede de Água e Esgotos, dentro das posses materiaes do Município.

7º Uma Câmara Municipal composta de homens prôbos e capazes (...)

8º A applicação das rendas municipaes (...) será feita de modo equitativo e justo (...)

9º Toda e qualquer lei, emanada do legislativo municipal e sanccionada pelo Prefeito, só entrará em vigor depois de decorridos trinta dias da sua publicação no Diário Official do Estado.

10º Regimem de ampla publicidade dos balancetes e dos demais actos do Prefeito, especialmente nos que se referirem à arrecadação e applicação dos dinheiros públicos.

11º Auxílio material a “Banda Musical Euterpina”, a fim de que ella não venha a succumbir a míngua de recursos e, antes possa preencher os fins a que se destina.

12º Assistência hospitalar gratuita aos indigentes.

13º Desenvolvimento de um programma que facilite e dissemine conhecimentos, inda que mui rudimentares, de hygiene educacional.

14º Combate sem tréguas às moléstias palúdicas e à ankilostomiase ou “amarelão” (...)

15º Exames veterinários das rezes abatidas nos matadouros (...)

16º Amparo incondicional à lavoura da banana e à indústria da aguardente (...)

17º Incentivar, de harmonia com o Estado, a colonização das terras devolutas ainda existentes neste município.

18º Regimen de rigorosa economia, em se tratando de despesas supérfluas ou prescindíveis, condição essencial para o perfeito equilíbrio orçamentário nos futuros exercícios financeiros (...)

19º Isenção de todos e quaisquer impostos municipaes, pelo prazo de cinco annos, para a firma individual ou empreza collectiva legalmente constituida, que se proponha explorar a indústria cerâmica em geral, no povoado de “Barreiros”, nella empregando um conjunto de machinarios modernos e aperfeiçoados e invertendo nesse emprehendimento um capital nunca inferior a cento e cinqüenta contos de reis.

20º Regimen de honestidade, equidade e justiça, inspirado na phrase do meigo Nazareno: "A Cesar o que é de Cesar, e a Deus o que é de Deus”.



quarta-feira, 4 de julho de 2018

O MODELO



Amanhã dia 5 de julho minha tia Orbella Bellinha Brambilla faria 98 anos! 
Falecida em 2014, aos 94 anos, tenho certeza, ela nunca imaginou que viveria tanto!
Sempre ligada as artes começou a desenhar e pintar muito cedo. Gostava de música e literatura e quando ia as compras não dispensava uma visita a Livraria Guignone e também uma parada numa casa de discos.

Quando estava inspirada gostava de escrever e entre seus rascunhos gostei do poema O MODELO, que transcrevo abaixo.



O Modelo


Vem, pose para mim...
O que preciso fazer?
nada...
ficar quieto.

Vem, peço-te...preciso de um modelo.
Sim, quero pintar um Cristo,
deitado... assim,  os braços abertos,
sem cruz, um pé sobre o outro...

Não consegue ficar quieto?
Não, não, prometo... não porei pregos.
Certo? Irá sentir coceiras?
Faz um pouco de sacrifício
Olhe fixo para o teto...
ou prefere posar de são Sebastião?
Não?...também prometo,
não porei lanças.
Não são lanças?...são flechas?
Também não?
e então?...
Um São Sebastião...assim...
apenas a feição...
os olhos voltados para o alto...


Orbella (Bellinha) Brambilla

Curitiba 1976

Telas do acervo de Orbella Brambilla

  



sexta-feira, 15 de junho de 2018

Hinos cívicos

Durante a greve dos caminhoneiros ouvimos em inúmeras ocasiões o Hino Nacional Brasileiro e o Hino à Bandeira que antigamente, nas escolas, eram cantados antes ou durante as aulas. No currículo tínhamos as matérias Música/canto, Educação moral e cívica e sabíamos de cor estes e outros hinos brasileiros! Também ouvimos nossos hinos que invariavelmente nos emocionam, em eventos esportivos e sociais, porém para grande decepção nem todos os presentes conseguem acompanhar a cerimônia, pois desconhecem os seus versos!  Lembrei-me então da carta de *Francisco Manoel da Silva, que em 1838 escreveu ao imperador D. Pedro II, sobre a importância da música nas escolas e nas nossas vidas.

Leiam abaixo a carta de Francisco Manoel da Silva a D. PedroII

*Autor da letra do Hino Nacional Brasileiro




**Dedicatória
SENHOR,

    O desejo de ver a arte, a que me dediquei, elevada no meu paiz aquelle grau de consideração, que as nações ainda as mais incultas lhe tem atribuido, animou-me a publicar este Compendio de Musica, e a dedical-o  a V.M.I. para, se o julgar digno, servir de instrucção aos alumnos do Collegio, que V.M.I. honrou com Sua Protecção. Com a creação da cadeira de Musica do mesmo Imperial Collegio, V.M.I. tirou esta bella Arte do abandono, em que jazia desde 7 de abril de 1831: dando a mais solemne demonstração, de que tendo todo o mundo reconhecido a necessidade de cultival-la, não devia o Brasil por mais tempo ser privado de sua utilidade, e dos meios para o seu desenvolvimento.
    A musica, Senhor entre nós, foi até riscada da cathegoria das Bellas Artes, e praza ao Céo que a Protecção  de V.M.I. a faça resurgir mais bella do que nunca, do estado de anniquilação em que existe, collocando-a no lugar, que lhe a sido destinado pelo mundo inteiro.
    Digne-se portanto V.M.I. acceitar este pequeno tributo do mais desinteresado Patriotismo, e do mais decidido amor pelas Bellas Artes.

           Rio, 1 de Janeiro de 1838

                                            FRANCISCO MANUEL DA SILVA   

** Coleção Recortes de jornais de MLB


quarta-feira, 23 de maio de 2018

Mais uma homenagem...

No ano de 1975 meu pai “seu Marquinhos” recebeu uma homenagem inusitada, que foi publicada no dia 19 de março, nas Entrelinhas da Gazeta do povo.

Marcos discursando em evento na Delegacia da Receita Federal

Todos os anos, no Dia das Mães, os colegas do funcionário público Marcos De Bona, reúnem-se na repartição pra prestar-lhe homenagem. Ele é considerado a “mãe” dos servidores que atuam ao seu lado. Foi a maneira mais carinhosa que eles encontraram para reverenciar o companheiro que é tido como protótipo do bom colega. Viram no gesto uma forma para exaltar os predicados de Marcos: um homem paciente, tolerante, compreensivo e amigo de todas as horas.

Gazeta do Povo - 19/03/75



Marcos na sacada do prédio da DRF


quarta-feira, 9 de maio de 2018

DIA DAS MÃES


Uma homenagem a minha querida mãe Olguinha e a todas as mães amigas do Blog. 
Para Sempre!
Olga Brambilla De Bona

Por que Deus permite 
que as mães vão-se embora? 
Mãe não tem limite, 
é tempo sem hora, 
luz que não apaga 
quando sopra o vento 
e chuva desaba, 
veludo escondido 
na pele enrugada, 
água pura, ar puro, 
puro pensamento. 
Morrer acontece 
com o que é breve e passa 
sem deixar vestígio. 
Mãe, na sua graça, 
é eternidade. 
Por que Deus se lembra 
— mistério profundo — 
de tirá-la um dia? 
Fosse eu Rei do Mundo, 
baixava uma lei: 
Mãe não morre nunca, 
mãe ficará sempre 
junto de seu filho 
e ele, velho embora, 
será pequenino 
feito grão de milho. 


Carlos Drummond de Andrade, in 'Lição de Coisas' 

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Dia do Trabalho


Discurso proferido na Sociedade dos Operários,
em 1º. de maio de 1957.


Mais uma vez se reúnem os sócios da Sociedade Beneficente Recreativa dos Operários para comemorar o Dia do Trabalhador, o 1º de maio, mundialmente dedicado ao trabalho. É um dos feriados mais significativos, servindo para confraternização da classe obreira, como também para demonstrações de civismo, através de movimentos patrióticos que visam ao engrandecimento da nossa Pátria.
As concentrações realizadas no Campo de São Januário, no Rio de Janeiro, por exemplo, na data de hoje, tornaram-se famosas desde os tempos do inolvidável Presidente Vargas. O nosso atual eminente Presidente, Dr. Juscelino Kubitschek de Oliveira, ainda hoje, mais uma vez presidiu a uma extraordinária concentração de trabalhadores, na Capital da República, no mesmo histórico Campo de São Januário.
Pelo que tivemos ensejo de ouvir pelo rádio, tal reunião de todas as entidades de classe constituiu-se uma maravilhosa demonstração de civismo, tendo o orador oficial feito uma comovente demonstração de fé nos destinos do Brasil, afirmando que o braço humano brasileiro estará a serviço do progresso, não só no terreno industrial, como comercial e agrícola, e em todos os sentidos, na paz que se pretende duradoura.
E, se por infelicidade, nossa Pátria for chamada às armas, não por vontade nossa e sim pelas contingências de defesa da terra e da democracia, nossos operários estarão prontos a abandonar as fábricas para empunhar as armas, ou se dedicar de corpo e alma à causa da defesa.
Respondendo, comovido ante a solidariedade do operariado e do povo brasileiro, S. Exa, o Sr. Presidente da República, disse dos propósitos que o animam a batalhar incessantemente pelo bem-estar de toda a gente e a assegurar aos homens do trabalho a sagrada justiça que for devida a todo aquele que seja um cumpridor de seus deveres. Congratulou-se com a enorme massa popular, prosseguindo os festejos com extraordinário entusiasmo.
Também em Morretes, embora não com a pompa da Capital, aqui nos achamos, dentro da benemérita Sociedade Beneficente Recreativa dos Operários, prestando homenagem, neste grande dia, aos operários Morretenses e nos congratulando com todos aqueles que têm o sentido do trabalho, do trabalho não só material como também espiritual, daqueles que têm suas atenções voltadas para o bem público, daqueles que têm a preocupação de servir ao próximo.
Estou convencido que força divisória alguma, por mais maldosa que seja, conseguirá desunir as mãos que, como símbolo, estão esculpidas na fachada desta casa. A união faz a força e eis que membros da diretoria e associados da Sociedade dos Operários de Morretes continuam e continuarão sempre unidos nas comemorações desta data magna, em que todos sentem a satisfação em manifestar o seu contentamento, a sua amizade, o seu desejo de contribuir para o bem geral.
Meus caros consócios!
Embora sendo 20 de dezembro a data da fundação da nossa sociedade, em atenção ao dia 1º. de maio, ficou, há muitos anos, estabelecido este dia para a prestação de contas.e tomada de posse da nova diretoria.
Quero nesta oportunidade prestar minha homenagem aos que fundaram esta tradicional agremiação, no distante ano de 1896. A esses vultos eminentes a nossa perene gratidão por terem dotado Morretes de tão esplêndida sociedade, para unir a classe operária e toda a família de nossa terra.
Por fim, nossa homenagem sincera aos sócios beneméritos, pessoas que, mercê de relevantes serviços ou por terem contribuído por longos anos ininterruptamente, para o bem da sociedade, fizeram jus a essa distinção.
Finalmente, faço um pequeno comentário sobre a situação financeira atual.
Agradeço em nome dos presentes os bons e reais serviços prestados pelo Presidente que hoje deixa o cargo, Sr. Loury Alpendre, ao Sr. José Pereira, Presidente do Conselho, e demais companheiros de diretoria, todos esforçados e dedicados, e comunico que a nova diretoria tudo fará com o Sr. José Porcides à frente, como Presidente, e o Sr. Miguel Chimure, como Presidente do Conselho, tudo fará, repito, pelo engrandecimento da Sociedade Beneficente Recreativa dos Operários de Morretes, correspondendo assim à confiança que em nós depositaram.
Tenho dito.

Sociedade dos operários em dia de festa


* A sociedade Beneficente Recreativa dos Operários de Morretes foi fundada em 1896. Este discurso e mais os nomes dos seus fundadores e presidentes encontra-se no livro TENHO DITO, pagina 119.

quarta-feira, 18 de abril de 2018

EKÔA PARK



Meu pai “seu Marquinhos” grande conhecedor da história de Morretes, quando solicitado, narrava as dificuldades econômicas enfrentadas pela cidade com o declínio dos engenhos de erva-mate, cana-de-açúcar, mina de Penajoia, construção da BR 277 e outras. No discurso do dia 31 de outubro de 1949 citou a estrada de ferro que no afã de estender o progresso para o planalto tirou da nossa terra a primazia da indústria e comércio!
Imagino a sua alegria se estivesse conosco vendo o atual progresso de Morretes. A cidade repleta de turistas caminhando pelas ruas, antigamente vazias, comprando artesanato, bebericando nossa excelente cachaça,  saboreando o gostoso barreado e visitando o mais novo empreendimento local: o parque temático EKÔA PARK.
Inaugurado dia 3 de março último ocupa uma área de 238 hectares da mata atlântica.  O nome de origem tupi-guarani significa morada e tem por missão ensinar por meio da natureza o respeito e amor pela biodiversidade.  Adriane Perin, diretora do parque e ambientalista nos diz que a natureza nos ensina diariamente, nos inspirando a solucionar problemas, além de melhorar significativamente nossa qualidade de vida. É essa experiência transformadora que iremos oferecer no EKÔA PARK.


Este é um parque temático imenso, onde crianças e adultos têm muito para ver, aprender e curtir. Além da belíssima paisagem o turista tem o privilégio de conhecer de perto a mata atlântica, participar de oficinas, aventuras, práticas ecológicas, observação de pássaros e atividades de lazer e entretenimento como:
- Trilha da mata
- Trilha das aves
- Corredor dos sentidos
- Morro da aventura
- Trilha do Peabiru
- História de Morretes
Localizado na Estrada da Graciosa, Km 18,5 s/n São João da Graciosa, Morretes, está aberto aos sábados, domingos e feriados, das 9h às 17h.


Ingressos: a partir de R$60,00/dia para acesso ao Ekôa Park. Crianças até 3 anos não pagam, estudantes e idosos pagam meia. Esse valor de diária da acesso a toda a área do parque, acesso a todas as trilhas, observatório de aves, oficinas e projeção 180º. Aceita cartão de débito, crédito ou dinheiro.
As atividades de aventura são cobradas a parte. Pacote aventura(tirolesa/arvorismo/bolha humana) R$90,00 / voo de balão cativo R$90,00  voo incluindo descida de rapel R$120,00. Atividades avulsas: arvorismo R$40,00 / Tirolesa R$30,00 / bolha humana R$20,00. 
Obs.: Esses valores podem mudar com o tempo. Verifique as atualizações sempre no site do parque:
http://www.ekoapark.com.br/

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Eleições na Morretes antiga

Caros amigos


Em tempo de eleição sempre recordo Morretes com os comícios muito concorridos, o gostoso barreado distribuído abundantemente e animadas festas, seguidos do importante acontecimento: o voto obrigatório no Brasil. 
Vou compartilhar com vocês algumas fotos e recortes de jornais daquela época.

Cidadãos que contribuíram para a história da política em Morretes 

No centro do palanque o Prefeito Cezar Alpendre ladeado de políticos da cidade e do Governador Moisés Lupion







Dr. Alcidio Bortolin




Arlindo de Castro


  
Sebastião Cavagnolli






Giocondo Dall Stella






Luiz Renato Malucelli





 
Pedro Zanikoski

 












Santos De Bona

Dr. Pedro Alves Barauna