quarta-feira, 26 de abril de 2017

O ideal de servir, por Marcos Luiz De Bona

O ideal de servir*




Onde com mais intensidade vivemos quando possuídos do ideal de servir? Nas grandes cidades ou nos lugares pequenos, geralmente pobres?
Eis uma pergunta que não é difícil responder, visto que nas cidades pequenas – é evidente – mais se faz necessária a assistência ao próximo e mesmo a mútua assistência.
Dirão outros que nos grandes centros afluem necessitados de todas as regiões, com penoso acesso e permanência, a procura de alimentos, medicamentos e trabalho, fugindo de situações desfavoráveis, muitas vezes insuportáveis, ingressando em sua maioria em bairros pobres, outros concorrendo para a formação de míseras favelas, que se tornam campo propício à aplicação da assistência social, quando da iniciativa do governo, e do desvelo de piedosas senhoras, ou de sociedades beneficentes, quando da iniciativa particular.
Todavia, não há nessa atividade meritória nas grandes cidades, o reconhecimento pessoal. Trata-se de amparar não a pessoa ou a família, mas sim o grupo, num sentido mais coletivo. Entram os recursos do Estado, dando a impressão aos que são possuídos desses dotes coracionais de que aos poderes públicos cabe a obrigação total de proteção.
Já nos sítios, nos lugarejos, nas cidades pequenas o sentimento cristão de caridade se faz sentir em toda plenitude, através de uma ação desinteressada, dando tudo de si, sofrendo pelos outros, desenvolvendo uma atividade piedosa, no anonimato. Penetrando nos lares, conhecendo os problemas pessoais, vivendo com os que são infelizes Os corações bondosos terão um dia deixar de bater, mas tranquilos pela satisfação do dever cumprido.
Mas não é só com o que diz respeito à pobreza ou à doença que se exercita o ideal de servir. Por quantas outras razões e em quantas outras oportunidades se manifestam o sentimento da bondade, do altruísmo? Poderia ser um ideal servir até como criado, se bons os patrões; servir em vários sentidos a amigos; utilizar-se da sabedoria para ensinar; do amor, para amar; valer-se da capacidade de curar, para minorar os sofrimentos físicos; buscar forças da razão para amparar moralmente; julgar, fazendo justiça. Finalmente, a conquista suprema do ideal de servir – consagrar-se aos serviços de Deus, da Pátria e da Família.


*Artigo escrito por M.L.De Bona
Publicado no O Infalível, de Morretes e no
O Antoninense, em 1968


quarta-feira, 29 de março de 2017

Via Sacra por Theodoro De Bona - Igreja Matriz de Morretes

Interior da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Porto

Com a aproximação da semana santa não poderia deixar de escrever sobre a Via Sacra que se encontra no interior da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Porto em Morretes.
Quando meu tio, Theodoro De Bona, ainda morava no Rio de Janeiro recebeu um pedido do padre Walter, pároco de Morretes, para que ele desse uma contribuição da sua arte para a igreja da cidade. Como já havia em De Bona o desejo de pintar uma Via Sacra ele passou a fazer desenhos e esboços e aprofundou suas leituras bíblicas referentes ao assunto, tendo em vista a execução da obra que ocorreu nos anos de 1976 e 1977. Concluída e emolduradas as telas ele mesmo dourou as molduras com ouro em folha, que havia trazido da Itália.
Em 1978, depois de ter sido exposta na Biblioteca Pública do Paraná, os quatorze quadros seguiram para Morretes, onde podem ser admirados na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Porto, uma das poucas do Paraná a possuir uma Via Sacra pintada à óleo, que figura entre as melhores obras de arte religiosa contemporânea do sul do país.

Dedico esta Via Sacra
á memória de minha mãe,
Cesira Bertazzoni De Bona,
que, possuidora de grande fé,
conduziu seus seis filhos pelos
caminhos iluminados por Cristo.

Algumas das telas da Via Sacra:
1ª estação: Pilatos pergunta à multidão se deve liberar Cristo ou Barrabás
4ª estação: Jesus encontra a sua mãe.
6ª estação: Verônica enxuga o rosto de Jesus
12ª estação: Jesus morre na cruz
13ª estação: O corpo de Jesus é retirado da cruz

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Carnaval em Morretes 2017

Aos amigos e foliões de Morretes e aos visitantes que comparecerem a nossa cidade para as folias do MOMO meus votos de ótimo carnaval. Diversão e alegria não podem faltar!





quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

SORRIA - POEMA DE Charlie Chaplin


Charlie Chaplin

Sorria, embora seu coração esteja doendo
Sorria, mesmo que ele esteja partido
Quando há nuvens no céu
Você sobreviverá...
Se você apenas sorrir
Com seu medo e tristeza

Sorria e talvez amanhã
Você descobrirá que a vida ainda vale a pena
 Se você apenas sorrir
Ilumine sua face com alegria
Esconda todo rastro de tristeza
Embora uma lágrima possa estar tão próxima
Este é o momento que você tem que continuar tentando

Sorria, qual a utilidade do choro?
Você descobrirá que a vida ainda vale a pena
Se você apenas sorrir
Se você sorrir
Com seu medo e tristeza

Sorria e talvez amanhã
Você descobrirá que a vida ainda vale a pena
Se você apenas sorrir...
Este é o momento que você tem que continuar tentando

Sorria, qual a utilidade do choro?
Você descobrirá que a vida ainda vale a pena
Se você apenas Sorrir


Charlie Chaplin

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Boas Festas!!!





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Aos amigos do Blog De Bona Tenho Dito meus votos de Feliz Natal e um ANO NOVO repleto de PAZ, SAÚDE E ALEGRIAS. Grande abraço e  até 2017. 

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Quem lembra desses festejos vai curtir e quem não conheceu poderá comparar os velhos tempos com a nossa atualidade!

FESTA DE FIM DE ANO EM MORRETES
MORRETES – (do correspondente) Várias festividades tradicionais serão levadas a efeito nos próximos dias características dos dias de Natal e Ano Novo.
A noite de Natal não terá aquela movimentação dos outros tempos, em que todo o povo dos sítios vinha para a cidade assistir aos festejos populares (bailes, fandangos, violeiros etc e a Missa do Galo), mas haverá a missa à meia noite na Igreja Matriz da cidade, seguindo-se outras comemorações e no fim do ano os clubes locais abrirão seus salões para os bailes de costume.


                                              Notícia publicada no jornal Estado do Paraná, em dezembro de 1964
                                                                       Recorte de jornal da coleção de MLB, livro V

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Bela reflexão, por Facundo Cabral

Você não está deprimido, não! Você está é distraído …
Distraído em relação à vida que preenche o seu ser,
Distraído em relação à vida que lhe rodeia,
Golfinhos, bosques, mares, montanhas, rios.
Não caia nessa, como caem tantos, que sofrem por um único ser humano, quando existem cinco bilhões e seiscentos milhões no mundo.

Além do mais, não é assim tão ruim viver só. Você tem total liberdade de decidir, a cada momento, o que deseja fazer, e graças à solidão você tem tempo de conhecer-se melhor o que é fundamental para viver.

Não faça como tantos, que se sentem velhos porque têm setenta anos, e esquecem que Moisés comandou o Êxodo aos oitenta e Rubinstein interpretava Chopin com uma maestria sem igual aos noventa, para citar apenas dois casos conhecidos

Você não está deprimido: está distraido! Você lamenta suas perdas… Perdas?! Tudo lhe foi dado! Você não fêz nem um só cabelo da sua cabeça, portanto nunca foi dono de coisa alguma.
Além disso, a vida não lhe tira coisas: apenas lhe alivia e liberta de muitas coisas, para que você possa voar mais alto, para que alcance a plenitude.
Do útero ao túmulo, vivemos numa escola: o que você chama de problemas são apenas lições.

Você não perdeu coisa alguma: o ente querido que morre apenas está adiantado em relação a nós, porque todos vamos na mesma direção. E não esqueça que o melhor dele, o amor, continua vivo no seu coração.
O amor tem mais valor que tudo! Minha mãe, em sua sabedoria simples, dizia, “A pobreza está mais próxima do amor, porque o dinheiro nos distrai com coisas em excesso, e nos deforma, tornando-nos desconfiados.

Faça tudo com amor e será feliz. Aquele que faz o que ama, está benditamente fadado ao sucesso, que chegará quando for a hora, porque o que deve ser será, e chegará de forma natural. Não faça coisa alguma por obrigação ou por compromisso, apenas por amor. Então terá a plenitude, onde tudo é possível sem esforço, porque entrará em ação a força natural da vida, a mesma que me ergueu quando caiu o avião que levava minha mulher e minha filha; a mesma que me manteve vivo quando os médicos me deram três ou quatro meses de vida.

Deus lhe deu a responsabilidade por um ser humano: você! Dê felicidade e liberdade para si mesmo. Só então conseguirá compartilhar a vida verdadeira com todos os outros.

Lembre-se: "Amarás ao próximo como a ti mesmo". Então reconcilie-se consigo mesmo, coloque-se na frente do espelho e lembre-se que esta pessoa que você está vendo é uma obra de Deus, e decida neste exato momento ser feliz, porque a felicidade é uma aquisição valiosa.

Aliás, a felicidade não é um direito, mas sim um dever; porque se você não for feliz, você sozinho irá contaminar o ar com a sua amargura carrancuda, afetando a vida de todas as pessoas, por onde você passar.
Um único homem que não tinha talento nem valor para viver, mandou matar seis milhões de judeus, seus irmãos.

Existem tantas coisas para experimentar, e a nossa passagem pela terra é tão curta, que sofrer é uma perda de tempo. Podemos experimentar a neve no inverno e as flores na primavera, o chocolate de Perusa, a baguette francesa, os tacos mexicanos, o vinho chileno, os mares e os rios, Don Quixote, Pedro Páramo, os boleros de Manzanero e as poesias de Whitman; a música de Mahler, Mozart, Chopin, Beethoven; as pinturas de Caravaggio, Rembrandt, Velázquez, Picasso e Tamayo, entre tantas maravilhas.

E se você está com câncer ou AIDS, podem acontecer duas coisas, e ambas são positivas: se a doença ganha, coloca em liberdade o seu corpo, que é cheio de processos (tenho fome, tenho frio, tenho sono, tenho vontades, tenho razão, tenho dúvidas)... Se você ganha, será mais humilde, mais agradecido... portanto, facilmente feliz, livre do enorme peso da culpa, da responsabilidade e da vaidade, disposto a viver cada instante profundamente, como deve ser.

Não, você não está deprimido, você está é desocupado.
Ajude a criança que precisa da sua mão, ajude os mais velhos… assim os jovens lhe ajudarão quando chegar a sua vez.
Aliás, o serviço prestado é uma forma segura de ser feliz, como é também gostar da natureza e cuidar dela para aqueles que virão depois de nós.

Dê sem medida, e receberá sem medida.
Ame até tornar-se um ser amado; mais ainda, converta-se no próprio Amor.
E não se deixe enganar por alguns homicidas e suicidas.
O bem é majoritário, mas não se percebe porque é silencioso. Uma bomba faz muito mais barulho que um gesto de carinho, porém, para cada bomba que destrói há milhões de carinhos que alimentam vidas.

Viver vale a pena, não é mesmo? Sabe, se Deus tivesse uma geladeira, teria você numa foto grudada na porta. Se ele tivesse uma carteira, sua foto estaria nela. Ele lhe envia flores a cada primavera. Ele lhe envia um nascer do sol a cada manhã. Cada vez que você quer falar, Ele escuta. Ele poderia viver em qualquer ponto do Universo, mas escolheu o seu coração!

Deus não lhe prometeu dias sem dor, riso sem tristeza, sol sem chuva… porém Ele prometeu força para cada dia, consolo para as lágrimas, e luz para o caminho.


“Quando a vida lhe trouxer mil razões para chorar, encha o peito de ar e repita em voz alta as suas mil e uma razões para sorrir.”
Facundo Cabral

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Festa do Chopp Sábado em Morretes!!!

Em tempo da Oktoberfest passo a vocês uma recordação da festa ocorrida em Morretes em 1966  - a festa do chopp, que surgiu na Alemanha, hoje famosa no mundo inteiro.




Morretes assistirá pela primeira vez na sua história social, uma festa do chopp. Isto acontecerá no próximo dia 29 quando no Clube 7 de Setembro  será levada a efeito uma estrondosa festa.
Enorme quantidade de canecas já foi vendida esperando-se um resultado financeiro apreciável para reverter em favor de reformas na sede social. A atual diretoria está com meritórios propósitos quais sejam os de ampliar o salão de baile, reformar o bar e instalações sanitárias, isso ao que diz respeito ao progresso material.
Quanto ao social também quer movimentar o clube de modo a fazer voltar a frequentar seus bailes e outras reuniões toda a sociedade morretense fazendo reviver os dias faustosos do passado da nossa tradicional agremiação.
A nova Diretoria recentemente eleita e empossada é a seguinte:
Presidente – Alaor Silvério, Vice – Mário Lorusso, Secretários – Eric Hunzicker e Alfredo Gnatta, Tesoureiros – Orlando Conforto e Augusto Araújo, Oradores – Drs.Luis Dilson de Souza Pinto e Sidney Antunes de Oliveira,
Bibliotecário – Dr. João Batista de Freitas,
Diretor Social – Foed Smaka,
Diretor da sede – Tufy Chimure.
Conselho deliberativo – Antônio R. Filho, Lauro Consentino, Arquino Bornancim, Haroldo F. de Souza, Hostílio de Freitas, Gilberto L. Ferreira e Odival Miranda Pinto.
Tomada de contas – João Pinto Veloso, Dagoberto Ribeiro, e Dr. Gaelser Pereira Gomes.
Conselho Fiscal – Hamilton Ferreira, Guy Royer, Dr. Genor Silva, Luiz Carlos Hunzicker, Guilherme Silvério Filho, e Altair Bornancim.

Procurador – Arthur Hunzicker


                                                      Notícia publicada em jornal da capital, no dia 20 de novembro                                                         de 1966, integra a coleção de recortes de MLB.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

LIBRANDO O ACENDEDOR DE LAMPEÕES!!!

É difícil pensarmos em Morretes no fim do século XIX, com lampiões iluminando as ruas, acesos pelo caboclo Librando. Leiam o texto e imaginem a cena. 

Librando, um caboclo guapo e forte, alegre e boêmio, era o acendedor dos lampeões das ruas de Morretes, já pelos anos de 1895 e 1896. Dizia-se, que antes dessa missão, fora Librando caixeiro do armazem do seu Caetano Babão, cuja especialidade era a venda de lampeões, castiçais, mangas de vidro, pavios e querosene; e mais, bacias-banheiro, urinóis, secção de quinquilharias, etc. Também lá se vendiam remédios a jalapa (...) E, se procuravam urinóis, seu Caetano respondia que tinha de todos os tamanhos, mas que era preciso trazer as medidas... Espírito e graciosidade de antanho.
Librando era também cantador e tocador de viola. Nascera lá na encosta do poético Anhaia, no sítio do Sarapiá, caminho de Barreiros, antigo porto marítimo com armazem de aduana e fiscalização.
Morava do outro lado do "Nhundiaquara gentil"... o rio-amor do glorificado poeta Juca Moraes, quando nem se pensava em ponte de ligação.
A tardinha, com bom ou mau tempo, velejava Librando, ao "xoa" do rêmo na sua canôa de  "guadiruvú", cigarrinho de palha à boca, rumo às cotidianas obrigações cantando:

Nhundiaquara, rio corrente
que desliza para o mar;
na canôa nem se sente
Vista do Rio Nhundiaquara
o barulho do mar...

Quando ao outro lado passar,
- rio querido, rio amor;
ouças meu rêmo cantar
- rema, rema remador.

P'ra Morretes dar confôrto,
Quando acende o lampeões;
à Nossa Senhora do Porto
Librando faz-lhe oração...

Ninguém sabe acreditamos sejam dêle ou de alguém, essas rimas cablocas. Seja como for, simples embora, revelam inspiração.
Librando foi feliz. Vivia cantando. Se teve dores, sabia disfarçá-las. Boêmio, dava-se com todos. Gostava de "matar o bicho" num traguinho no armazem do Maneco Maria (...)
Finalizado o seu mister, que às vêzes amanhecia, ia tomar café e fazer compras para as venerandas morretenses: Nhá Euristela e Nhá Isabel Massaneiro, para a casa do "seu" João Negrão e para o sr. Camargo, chefe da agência telegráfica, que então era a Central do Paraná (...) 

*Artigo do sr. Octávio Secundino, publicado no jornal
O Estado do Paraná, em 23 de dezembro de 1955.

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Erupção vulcânica em Morretes?!

Complexo do Marumbi

  No dia 21 de agosto de 1879, bem antes da inauguração da ferrovia Paranaguá Curitiba, o Pico do Marumbi com 1547 metros, foi escalado pela primeira vez por Joaquim Olympio de Miranda, Bento Manoel de Leão, Antônio Silva e Antônio Messias.
Em maio de 1902 um grupo de amigos partiu de Morretes com o propósito de escalar a montanha, o que foi realizado com sucesso e para comprovarem o feito os intrépidos marumbinistas resolveram atear fogo na mata. O fogaréu foi visto pelos moradores de Paranaguá, Antonina e Morretes levando pânico às populações, pois pensavam tratar-se de um vulcão em erupção!
Esta façanha foi contada pelo Sr. Olympio Trombini, que participou da expedição, e transmitida pelo neto o Sr. Italo Trombini, ao reporter e pesquisador Henrique Schmidlin, o "Vitamina" em 1979, ano do centenário da primeira escalada. O reporter teve ensejo de apreciar uma fotografia da ocasião, na qual estão impressos os seguintes dizeres: Foi esta expedição que em maio de 1902 deitou fogo à macega, na serra do Marumbi, o que ocasionou o povo a supor um vulcão, e em Paranaguá entoar TE DEUM por esse motivo.
O chefe da equipe foi obrigado a publicar no jornal A REPÚBLICA uma nota de esclarecimento e assumido a responsabilidade do “causo”.

Em pé, da esquerda para a direita: Emílio Grotti, Alexandre José Soares Taveira, Bernardo D'Oliveira Bittencourt, Olympio Trombini, João Gobbo (timoneiro), Ewaldo Frederico Pettersen, Emílio Dalla Stela.
Sentados: Antônio Orreda, Vicente Luiz de Oliveira, Manoel Antônio dos Santos, Doro Cauduro.
Deitado : José Nogueira (chefe).
Estes os expedicionários da ascensão no ano de 1902, pela face norte.
* Publicado no jornal O Estado do Paraná, em 19 de agosto de 1979

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Olimpíadas de "inverno" no Brasil... será?

Em tempo de Olimpíada acho que VALE A PENA VER DE NOVO um vídeo publicado em março de 2014, no canal do youtube Ôta Fumiga, de propriedade de Marcos De Bona. Intitulado Jogos de inverno no Brasil - é uma sátira bem humorada da prática de esportes no Brasil.


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quarta-feira, 6 de julho de 2016

Pai herói, de José Maria Garmatter

Pai herói,  belíssima poesia do José Maria. 
Minha homenagem ao primo falecido no último dia 4.

Papai, quando eu crescer quero ser grande!
Um rei, um artista ou um herói!
Filho, aqui já não mais existem nem reis, nem heróis.
Você tem que ser artista.
Use a arte da dignidade, que há muito foi esquecida;
Da lealdade, que não mais se ouve dizer;
Da honestidade, que, acho eu, já morreu;
Do patriotismo, que com este tempo adoeceu;
Da verdade, que foi torcida e aleijada;
Do trabalho, que se transformou em agiotagem;
Da liderança, que foi sufocada;
Da justiça, que nome certo já não tem;
Do amor, que a massificação esmagou;
Da cultura, que nem vocabulário mais tem;
Da oração, que se apagou;
Da esperança e da fé, que desacreditadas foram!
Filho, o que lhe disse muito me doí.
Mas só sendo assim artista,

Você será herói!

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Adalberto "Nho Beco" Villa Nova. Um religioso dedicado!!!

ADALBERTO VILLA NOVA

Vêem-se também nos grandes centros, mas é mais comum encontrarem-se nas cidades do interior, pessoas que, não tendo ordens sacras, se dedicam ao cuidado das coisas santas, dirigindo Irmandades, presidindo Congregações, ajudando na Santa Missa.
Essas pessoas, geralmente de idade avançada, já no gozo da aposentadoria da atividade a que se dedicaram, na vida, são possuídas de sentimento cristão em elevado grau, piedosas, serviçais, humanitárias.
Elogiar a conduta de homens e mulheres de coração assim tão bem formado torna-se desnecessário, pois a estima geral de que gozam, no seio da comunidade em que vivem, o respeito, a consideração, já são retribuição suficiente a quanto vem praticando de bem para a alma de seus semelhantes.
Adalberto Villa Nova, cujo infausto passamento ocorreu há pouco, em Morretes, não se inclui entre aquelas pessoas por nós ditas idosas e aposentadas, embora já nos últimos anos estivesse ele nessas condições. Dizemos não se inclui, porque mesmo quando moço e tinha a seu cargo a sua indústria, já exercia as mais diversas atividades, na Paróquia de Nossa Senhora do Porto, herdando de seu pai, o honrado Morretense, Júlio Villa Nova, os acrisolados dotes de coração, a devoção de Nossa Senhora e a dedicação às coisas da Santa Madre Igreja, que tornaram essa família reconhecida como das maiores cooperadoras da religião católica em nossa terra.
Há muitos anos exercia o cargo de Provedor da Irmandade da Matriz de Morretes, onde a sua dedicação sem par o colocava sempre na liderança dos movimentos que visavam o progresso espiritual da nossa gente e das homenagens à excelsa padroeira da nossa cidade.
Modesto de recursos financeiros era, porém, rico de fé, tantas vezes demonstrada neste mundo, onde a dor pela perda do único filho foi contida pelo poder de resignação à vontade de Deus, só possível aos que crêem e não desesperam ante os misteriosos desígnios divinos.
Festa do Divino Espírito Santo
Por isso, Adalberto Villa Nova, que na intimidade da família e da Irmandade chamávamos Nho Beco, deixa um nome saudoso aos seus concidadãos e familiares pela sua bondade inexcedível, pela conduta ilibada e amor ao próximo. E, ainda, um nome consagrado no seio da Igreja Católica pelos serviços prestados, merecendo de Sua Excelência Reverendíssima, o Arcebispo Metropolitano, especial referências na missa vespertina daquele tristonho sábado do mês de agosto, assim como os agradecimentos de Dom Bernardo, Bispo de Paranaguá, quando da sua primeira visita oficial a Morretes no dia 28 do mês transato.
Deixou Adalberto Villa Nova à sua esposa, companheira incansável de jornada pelo bem e pela igreja, essa satisfação que, em meio a dor de perdê-lo, ganha, para consolo da alma, como um bálsamo depositado sobre seu coração ferido.
A Paróquia de Morretes, entristecida, queda pesarosa ante o desaparecimento do prestimoso irmão, com orações fervorosas para que sua alma descanse em paz no seio do Senhor.
Publicado no Jornal “O Dia” por M. L.  De Bona

Curitiba, setembro de 1963.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Canção do expedicionário

  
A Canção do Expedicionário escrita em 1944 pelo poeta Guilherme de Almeida, musicada por Spartaco Rossi é uma belíssima homenagem aos pracinhas brasileiros que lutaram na Itália durante a Segunda Guerra Mundial. 
É considerada o verdadeiro Hino da Força Expedicionária Brasileira e com emoção vemos em cada verso o retrato das nossas belezas naturais, nossa cultura e nossa pátria.


Você sabe de onde eu venho ?
Venho do morro, do Engenho,
Das selvas, dos cafezais,
Da boa terra do coco,
Praça do Expedicionário - Rio de Janeiro
Da choupana onde um é pouco,
Dois é bom, três é demais,
Venho das praias sedosas,
Das montanhas alterosas,
Dos pampas, do seringal,
Das margens crespas dos rios,
Dos verdes mares bravios
Da minha terra natal. 

Por mais terras que eu percorra...
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.

Eu venho da minha terra,
Da casa branca da serra
E do luar do meu sertão;
Venho da minha Maria
Cujo nome principia
Na palma da minha mão,
Brasileiros pisam em solo europeu
Em primeiro plano o 1º ten. R-2 Thomaz W. Iwersen
Braços mornos de Moema
Lábios de mel de Iracema
Estendidos para mim.
Ó minha terra querida
Da Senhora Aparecida
E do Senhor do Bonfim!

Por mais terras que eu percorra...

Você sabe de onde eu venho ?
E de uma Pátria que eu tenho
No bôjo do meu violão;
Que de viver em meu peito
Foi até tomando jeito
De um enorme coração.
Deixei lá atrás meu terreno,
Meu limão, meu limoeiro,
Meu pé de jacaranda,
Minha casa pequenina
Lá no alto da colina,
Onde canta o sabiá.

Por mais terras que eu percorra...

Venho do além desse monte
Que ainda azula o horizonte,
Onde o nosso amor nasceu;
Museu e Praça do Expedicionário - Curitiba - PR
Do rancho que tinha ao lado
Um coqueiro que, coitado,
De saudade já morreu.
Venho do verde mais belo,
Do mais dourado amarelo,    
Do azul mais cheio de luz,
Cheio de estrelas prateadas
Que se ajoelham deslumbradas,
Fazendo o sinal da Cruz !

Por mais terras que eu percorra...