quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Natal



Belém...
Longe daqui, no fundo de uma estrebaria,
nasceu Jesus, o Rei do mundo!...

Os fiéis, nas igrejas, bimbalham os sinos,...
Bimbalham, bimbalham, e os bronzes, feridos,
batendo, cantando, bem alto, bem fino,
proclamam, aos gritos, com muita harmonia:

Belém, acorda!...Belém acorda!...
Tudo é alegria!...Tudo é alegria!...

E a noite, enluarada e ruidosa, era um dia,
era um dia ruidoso em que, finos e firmes,
os sinos gritavam de bocas abertas:

Palestina, sus!...Palestina sus!...
Já nasceu Jesus!...Já nasceu Jesus!...

Como toda criança, Ele nasceu pequeno,
porém, no claro azul do seu olhar sereno,
todo o azul do céu azul por Deus cabia,
cabia como Ele, o Nazareno
coubera no ventre de Maria.

Recebi há algum tempo dos meus ex-alunos Arlindo e Paulo o livro "SINFONIA" com poemas do seu pai Arlindo de Castro. Todos muito bonitos mas este, em tempo de Natal, foi por mim selecionado para enviar aos amigos juntamente com meus sinceros votos de BOAS FESTAS 

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Padre Saviniano

Discurso proferido por ocasião da
inauguração do retrato do Padre Saviniano,
no Ginásio Estadual Rocha Pombo, no ano de 1953

Ao ser prestada uma homenagem a um vulto Morretense procurou-se, como era natural, comunicar esse ato às pessoas da família, para que se fizessem representar. Porém no caso presente, embora possuísse o virtuoso Vigário de Morretes parentes em segundo grau residentes na cidade de Curitiba, não acharam os organizadores desta solenidade, que o orador, o representante da família devesse vir de outra cidade.
Acreditaram que era aqui em Morretes que deveriam procurar aquele que, mais que ninguém, sentisse pelo homenageado amor, veneração, saudade. E ao ser convidado um Filho de Maria não visaram, também, os organizadores deste preito, à pessoa e sim ao que ela representa.
A família do Padre Saviniano é o povo de Morretes, e o orador é o representante desse povo, integrado em sua vida em muitos sentidos, inclusive no âmbito religioso onde se desenvolveu a figura ímpar do saudoso Sacerdote. Portanto, cabe ao povo agradecer esta homenagem, e o orador vem fazê-lo, com a emoção que sentem aqueles que falam com o coração.
O Padre Saviniano Ferreira bem merece a homenagem da colocação do seu retrato neste estabelecimento de ensino, porque foi ele também dedicado e competente Professor, sendo profundo conhecedor do idioma nacional e da língua latina. Ademais, os jovens que aqui receberam as luzes da instrução secundária, têm em sua memória especial veneração pela figura deste apóstolo do bem, por terem recebido, de suas mãos, as águas do batismo.
Independente desses traços que ligam a personalidade do piedoso Vigário ao vitorioso cometimento que é o ginásio de Morretes, não deve haver um só lugar em nossa terra que não sinta a presença daquele que, no dizer de saudoso Morretense, comparava-se a uma árvore robusta, cujo cerne não se prestava para alimentar fornalhas, mas que fornecia calor aos fogões dos pobrezinhos. Árvore que sempre pejada de flores e frutos, estava plantada à porta das choças dos pequenos, dos que sofriam para lhes dar a sua sombra, o seu pomo, a música de suas franjas. Árvore que alimentava o corpo, e como nas lendas, falava aos homens uma linguagem cheia de ensinamentos, doces conselhos de vida evangélica e simples.
O sacerdote de humildade franciscana passou pela terra como uma estrela cadente, para lançar nas almas que o compreenderam e hauriram seus ensinamentos uma sementeira de luz, em que as flores divinas do amor, da pureza, da bondade, do altruísmo e das mais belas virtudes cristãs desabrocharam plenamente. Desabrocharam como uma prova dos cuidados e da dedicação sem par do jardineiro que as semeou e as regou com suas lágrimas, dia a dia, minuto a minuto, dando-lhes às vezes o calor gerado pelos seus próprios sofrimentos físicos.

O poeta Gelbeck escreveu estes versos em homenagem a um justo:

Cantar os que passaram para a história,
Nos cavalos de bronze resupinos,
Falar dos que na liça se mostraram
De armaduras de ouro e lança em riste,
Relembrar os escudos de nobreza
Que se esculpiram nos portais do orgulho,
Bem se pode fazer enchendo o peito
De chama viva e de tonante gesto.
Mas colher cautelosa entre mil folhas
A meiga violeta que se esconde
E só pelo perfume se revela,
É preciso ter a alma aberta ao sonho.
Achar um coração, como a bonina
Que nasce ao longe dos jardins vaidosos,
Descobrir na batina empobrecida,
A bondade sublime de Anchieta.
É preciso que Deus nos guie os passos
Para encontrar a pérola no fundo
Do mar imenso desta vida incerta.
Da gratidão a boca em prece ardente
Proclamou o valor de um padre humilde
O modesto vigário de Morretes:
SAVINIANO

Meus Senhores!
Agradeço, pois, de todo o coração, ao ilustre Sr. Dr. Luiz Silva e Albuquerque e às demais nobres figuras que compõem os quadros do novel e já muito conceituado Ginásio Estadual de Morretes, a bondosa iniciativa da homenagem, que outro objetivo não teve senão premiar uma vida santa, desapegada inteiramente dos bens fugazes deste mundo, piedosa e exemplar e que se dedicou totalmente a Deus e às almas.
Nesta oportunidade, felicito os Professores e os alunos pelo feliz encerramento do ano letivo, concitando a mocidade a continuar em seus estudos visando a elevar o nível cultural de nossa terra e o sucesso na vida particular de cada um.
Renovo meus agradecimentos e o propósito do povo de Morretes que represento, de trazer sempre presente em sua memória e em seus corações, os felizes momentos da inauguração do retrato, nesta sala, do nosso inesquecível Padre Saviniano.
Tenho dito.




Publicado no livro Tenho dito ; Morretes e morretenses 
nos discursos de Marcos Luiz De Bona, p.65

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Semana de cultura 2017

Foi com grande satisfação que recebi através da minha prima Claudine De Bona a programação do PROJETO SEMANA DE CULTURA 2017, da ACADEMIA DE CULTURA DE CURITIBA, com início dia 6 de novembro próximo às 14:00. Neste dia, após a abertura, os temas abordados versarão sobre Poesia e Literatura.
Dia 7, serão apresentadas várias oficinas sobre Artes plásticas e Esculturas, seguidas de homenagem ao artista plástico paranaense De Bona, com depoimentos e exposição de obras.

De Bona um dos maiores artistas plásticos do Paraná é merecedor de tal preito. Reconhecido no Brasil e no exterior teve premiada a sua tela PARAISO PERDIDO, pintada em Veneza em 1939, e adquirida oficialmente pela Galeria da Escola de Belas Artes do Rio de Janeiro para a Pinacoteca Nacional.
Paraíso perdido, por Th De Bona, Veneza, 1939

Dia 8 – Cinema e Teatro de fantoches
Dia 10 – Música e dança
Repasso a programação completa para que todos possam escolher o que lhes interessa, com hora e local definidos.

Amigos esta é uma ótima oportunidade para um upgrade cultural.Vamos aproveitar!

PROGRAMAÇÃO DIÁRIA DO PROJETO SEMANA DE CULTURA 2017 – ACCUR – ACADEMIA DE CULTURA DE CURITIBA.

06.11.17 - PRIMEIRO DIA – SEGUNDA FEIRA - LITERATURA E POESIA

14:00 H – ABERTURA OFICIAL
14:20 H – MESA REDONDA COM A PARTICIPAÇÃO DE PRESIDENTES DE ACADEMIAS – ENTIDADES - DIRETORAS DE ESCOLAS E PROFESSORES.
TEMA: O INCETIVO A CULTURA, A LEITURA, PARTICIPAÇÃO E TRABALHOS EM BIBLIOTECAS – A EVOLUÇÃO DA CULTURA EM GERAL NO BRASIL.
15:30 H – CONTAÇÃO DE HISTÓRIA
16:00 H – HOMENAGENS E DEPOIMENTOS - “ VIDA E OBRA DE HELENA KOLODY”
16:30 H – TEATRO
17:00 H – ENCERRAMENTO COM COFFE-BREAK
PARALELO EXPOSIÇÃO DE LIVROS E PAINEIS LITERÁRIOS

REALIZAÇÃO DO EVENTO: ESPAÇO SESC


07.11.17- SEGUNDO DIA – TERÇA FEIRA – ARTES PLASTICAS E ESCULTURAS

14:00 HS – ABERTURA OFICIAL
14:20 HS – OFICINAS
1ª OFICINA – COORDENADO PELA ARTISTA PLASTICA CYROBA RITZMANN – “DESENHO GEOMÉTRICO”
14:40 HS – OFICINAS
2ª OFICINA – COORDENADA PELA ARTISTA PLASTICA MARISA SARAIVA
“MODELAGEM”
15:00 HS – OFICINAS
3ª OFICINA - COORDENADA PELO ARTISTA PLASTICO DOUGLAS KRIEGUER “PERSPECTIVA”
15:20 HS – OFICINAS
4ª OFICINA – COORDENADA PELA ARTISTA PLASTICA NEUSA PAROLIN
“ESPECTRO DE CORES”
15:40 HS – HOMENAGEM AO ARTISTA PLASTICO PARANAENSE DE BONA
COM DEPOIMENTOS E EXPOSIÇÃO DE OBRAS
16:00 HS – VIDEO DA HISTORIA DA ARTE  POR BEATRIZ OLIVEIRA PAOLA
16:20 HS – VIDEO DE ESCULTURAS PELO ARTISTA GAGLIASTRI
16:40 HS – PARTICIPAÇÃO DO ESCULTOR GIULIANNO ROVEDO – AULA PRATICA
17:00 HS – ENCERRAMENTO COM COFFE-BREAK

REALIZAÇÃO DO EVENTO: SESC


08.11.17 - TERCEIRO DIA – QUARTA FEIRA – CINEMA – TEATRO DE FANTOCHE

14:00 HS – ABERTURA OFICIAL
14:20 HS – PALESTRAS – HISTORIA DO CINEMA POR SOLANGE STECZ
14:50 HS – A EVOLUÇÃO DO CINEMA PARANAENSE POR FERNANDO SEVERO
15:20 HS – DEBATE – ARTISTAS E PRODUTORES PARANAENSES CONVIDADOS – TEMA: “A EVOLUÇÃO DO CINEMA NO PARANÁ”
16:20 HS – PROJEÇÃO DE UM CURTA DE FERNANDO SEVERO
17:00 HS – ENCERRAMENTO COM COFFE-BREAK

ESPAÇO A DEFINIR – Cinemateca ou Bandeirantes

10.11.17 - QUARTO DIA – QUINTA FEIRA – MUSICA E DANÇA

15:00 HS – ABERTURA OFICIAL
15:20 HS – CORAL DANTE ALIGUIERI
16:00 HS – DANÇAS DE ETNIAS – GREGA
16:30 HS – CANTO LIRICO – PAULO BARATO E MARCIA KAISER
17:00 HS – DANÇA DE ETNIAS – POLONESA
17:30 HS – ESCOLA MUSICAL BROADWAY
18:00 HS - BANDA MUSICAL
OPÇÃO DE O EVENTO SE PROLONGARPOR MAIS UMA HORA
19:00 HS – ENCERRAMENTO COM COQUETEL

ESPAÇO MUSEU MON – AUTORIDADES – CONVIDADOS – ENCERRAMENTO E CONCLAMAÇÃO PARA O EVENTO EM 2018.

Maria Inês  P. Borges da Silveira               Kleber Schoneweg Wolf
               Presidente                                                Acadêmico

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

A Chácara do Padre Linhares - Parte dois


Teve em Morretes um excelente Colégio, que ministrou instruções a várias gerações e era o entusiasta organizador de animadas, alegres e recordativas festas da Padroeira de Nossa Senhora do Porto, de São Benedito, do Bom Jesus do Cari, das memoráveis festa do Bom Jesus do Cardoso, de São Sebastião do Porto de Cima, de São Pedro do Anhaia e das do Divino Espírito Santo e Santíssima Trindade, com alegres cortejos, organizados por mocinhas e rapazes, que, com salvas para óbulos percorriam a cidade, de casa em casa, precedidos de banda de música do maestro Manoel Adriano de Freitas, Henrique Dias, João Adolfo, Nôno e outros musicistas de então, e que as donas de casa recebiam a divina visita das Bandeiras, com os “Pombinhos Santos” oferecendo mesadas de doces e n’algumas das quais, a juventude aproveitava  dançando ao som da música, macias valsas ou do “corropio”, polkas, shotis, mazurcas, etc.


Ah! Bom tempo! Tempo que não volta mais... e quanta saudade!...
A “Chácara do Padre Linhares”, que dispunha de todas as comodidades, era um dos pontos preferidos para passeio e distração das visitas e da alta sociedade morretense.
Era um dos mais ricos pomares que se conhecia. Possuía frutas de todas as qualidades, até as mais raras, e seu contorno ajardinado num belo colorido de flores, trescalantes de suaves fragrâncias.
A “Chácara do Padre Linhares” era um solar aristocrático, ostentando os pergaminhos da nobreza, na opulência do seu todo e no conjunto do bosque dos seus arvoredos. A chácara era motivo de orgulho para quem a possuía e motivo de admiração para quantos a visitavam.
Ali desfrutava-se a sedução de amenidade climatológica, o que tudo deu a “Chácara do Padre Linhares” milagre de seus dias áureos marcados por uma grandeza espiritual que o tempo levou... e que representou bem um estilo fidalgo de vida, o sentido de conforto.
Hoje parece-nos a “Chácara do Padre Linhares” essa pátina da tradução de uma terra e de um povo, chora saudosa nas suas ruínas.

Recordando essa régia chácara que fala de um passado da amorosa terra de Silveira Neto, de Juca Moraes,   de Bingue Werneck,   de Ricardo Lemos,   de Juca Gelbeck,   de João Turim,   de Aguilar Moraes,   de Rodrigo de Freitas,   de Langue de Morretes,   de Theodoro De Bona, de Luiz Bastos,   de Chico Negrão,   de Frederico Oliveira,   de Maria Cândido Cordeiro,   de Targina Costa Pinto,   de Urbano Carrão,   de Marcelino Nogueira Junior,   de Odilon Negrão,   de Bento Gonçalves,   de Rômulo Pereira,   de Dona Mimina, Arthur Loiola,   Comendador Dodoca,   Agostinho Leandro,   Juca Pedro,   Joaquim Carmiliano,   Comendador Joaquim Alves,   Joaquim José dos Santos,   João Negrão além de outros muitos morretenses dignos e ilustres, numa homenagem a essa terra cheia de coisas boas da vida e a esse povo que tem coerência que é atributo de sensatos, unidos pelo mesmo perfume de seus lírios ao perfume do trabalho e da amizade, pego de minha desafinada lira para entoar-lhes estes meus versos de saudade: 



Morretes

No teu seio de lírios e fragrância,
Eu sinto uma feliz tranquilidade,
Um prazer agridoce, uma saudade
Dos tempos ideais da minha infância.

Os olhos fecho: como linda estância,
Entre montanhas vejo-te. E quem ha de
Rever-te sem rever a mocidade,
Quando te evoco, em cismas, à distância?

Berço querido do meu velho Pai,
Por ti, de joelhos, este servo cai,
Em prece de suavíssimo conforto.

Que teu povo cortês, em marcha avante,
Do progresso na senda rutilante,
Tenha um guia de amor: Virgem do Porto!



quarta-feira, 26 de julho de 2017

A chácara do Padre Linhares por Octavio Secundino




Morretes, a cidade sossego e amor, de tranquilidade e inspirações, cercadas de imponentes e altivos morros e de valados pitorescos e originais, na formação de uma especial posição geográfica, é historia na vida de nosso Estado, que contempla o passar dos tempos de uma época que já vai longe quando foi empório do comércio do Paraná e teve muitas primazias, alteou ao apogeu dos tempos de outrora, social e na vida do trabalho; dos salões de luminárias e candelabros em vetustos sobrados e amplos solares de janela e portas ogivais, adornadas de redondas cortinas e adamascados reposteiros balançando suas borlas douradas ao perpassar dos rodados vestidos das damas e do agitar das luvas dos cavalheiros de estreitas calças e jaquetão de gola e veludo e seda.
Morretes sonha... Morretes foi majestade!...
Naquela poética terra de Rocha Pombo – maior entre os maiores – naquele sedutor recanto onde desliza o Nhundiaquara beijando as margens o lírio em flor, em cujas águas refletem o anil do céu, terra onde também nasceu meu pai, ninho abençoado que foi “cirandinha da minha infância”, existia, ou talvez ainda exista hoje, quem sabe em ruínas, não a distancia do centro urbano, cheio de atrativo, um encantador sítio, aspecto senhorial, a suave sombra de frondosas arvores frutíferas, uma espaçosa vivenda construída com arte açoriana: A Chácara do Padre Linhares de telhado beirado emoldurado com bom gosto arquitetônico.
Era proprietário deste lugar de descanso o bem quisto e popularíssimo sacerdote paranaense, Padre Linhares – Cônego José Jacinto de Linhares.  
Escassos são os dados biográficos que possuo do Padre Linhares, sabendo-o natural da cidade de Antonina e que durante algumas dezenas de anos foi vigário da Paróquia de Nossa Senhora do Porto.
Foi também político exercendo funções públicas tais como Juiz de Paz, Inspetor Escolar, Superintendente de Ensino e Deputado ao Congresso Legislativo do Estado.


 Por se tratar de longa publicação continuaremos na próxima semana.

Publicado no Jornal do Rio em abril de 1951

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Luz para Morretes

O Paraná tem alguns aspectos paradoxais. Morretes por exemplo, é a antítese de Umuarama. Este novo município com apenas 4 anos de idade, tem 80.000 pessoas, 6.000 eleitores e cresce de uma forma espantosa. Morretes tem séculos e todos os dias morre um pouco de sua esperança de tornar-se uma comuna que não viva, apenas, do passado e de sua tradição.
Morretes, porem, vai ter luz elétrica fornecida de forma como jamais pensou ter, ou seja, graças ao sistema hidroelétrico que passara a constituir-se num fator novo para o atendimento do desejo dos morretenses que pretendem um pouco mais de progresso.
Trata-se de uma das primeiras obras do governo Ney Braga, ou melhor dizendo de uma etapa de trabalho que se concluíra em outubro, quando não só Morretes, como todo o litoral do Paraná vai ficar livre do sistema de fornecimento da energia elétrica por meio dos geradores diesel tão arcaicos quanto obsoletos, anacrônicos e onerosos.
O velho município de Morretes vai assistir hoje a este acontecimento que espantará um pouco a modorra de sua vida pacata, ou seja, a inauguração pelo governador do Estado da extensão da linha de transmissão da Usina do Marumby que lhe proporcionará energia proveniente do aproveitamento hidroelétrico. Em poucos meses de administração foi possível este fato, que é um episódio novo na história velha de um antigo município esquecido do litoral paranaense.


Publicado em 1961 em um jornal da capital.  

Da coleção de recortes de jornais de MLB     



quarta-feira, 14 de junho de 2017

Homenagem aos irmãos De Bona Theodoro e Antônio

Antônio De Bona

Theodoro De Bona
Minha homenagem aos queridos tios Antônio e Theodoro, nascidos respectivamente em 12 de junho e 11 de junho, que pela bondade, honestidade, zelo pela família, amor ao próximo, deixaram  marcas indeléveis, cada um à sua maneira e muitas saudades para todos que com eles conviveram.

Zeila filha de Antônio escreveu sobre ele dia 12:
Hoje é dia de festa no céu!!!! Nosso anjo está de aniversário! E ele sempre gostou de festa. Nós aqui elevamos nossos pensamentos e orações em comunhão com aqueles que estão tendo o privilégio de estar com ele nessa eternidade, onde todos nós almejamos um dia estar para poder dar aquele abraço e agradecimentos que muitas vezes deixamos de dar enquanto podíamos que os anjos e Santos lhe abracem por todos nós que lhe amamos muito. Sua benção papai

Gioconda e Iracema, filhas de Theodoro publicaram:
Comemoramos o nascimento do nosso querido pai Theodoro De Bona.
São 25 anos sem sua presença, mas a lembrança dos bons e inesquecíveis momentos que passamos juntos está viva em nossos pensamentos e em nossos corações! 

Ahh!!!!! Quantas saudades!!!! Do seu jeito de ser, do seu carinho ,do seu imenso amor, do seu exemplo de vida constituindo uma família digna, unida e feliz.

Agradecemos a Deus por nos ter dado esse valioso presente em nossas vidas e procuraremos repassar para nossos filhos o ensinamento que nos foi dado por ele.

Hoje, no plano espiritual, junto ao nosso Criador agradecemos o privilégio de tê-lo como pai e expressar também o grande amor que permanece em nossos corações! !!
Suas filhas
Gioconda De Bona Moraes
Iracema De Bona Foltran





quarta-feira, 17 de maio de 2017

Rodovia Graciosa

Pinheiro  que marcava o início da descida  na rodovia Graciosa
Estrada da Graciosa ontem
Estrada da Graciosa hoje

A rodovia Graciosa completa hoje 90 anos. Foi no dia 20 de julho de 1873 que a estrada saindo de Curitiba e terminando em Antonina foi entregue totalmente ao tráfego. Antes alguns trechos haviam sido franqueados, mas sua inauguração oficial ocorreu no dia 20 de julho de 1973. O preço da obra custou na época 1.800 contos de réis. A ramal São João da Graciosa a Morretes passando por Pôrto de Cima custou em mais de 170 contos de réis. A construção da importante obra para a época e que tem hoje mais valor histórico, como um dos marcos do pioneirismo em nosso Estado, demorou 20 anos, pois os estudos, orçamentos e início da obra datam de 1853 durante o govêrno de Zacaria de Góes e Vasconcelos.
As despesas da construção correram metade pelos cofres gerais e a outra metade pelos cofres da Província,
Existe, ainda hoje, placa sob um pinheiro na estrada Graciosa com a seguinte inscrição: "À sombra deste pinheiro, diz a tradição, em 21 de maio de 1880, descançaram o sr. D. Pedro II, a família imperial e a imperial comitiva no seu caminho para Curitiba".


Hortênsias 
Curva da Ferradura
Rio Mãe Catira 

Notícia publicada em jornal da capital no dia 20 de julho de 1963.
Durante muitos anos, ao descer a serra, pudemos admirar o altaneiro pinheiro que abrigou a família imperial,  e que hoje infelizmente não faz mais parte da paisagem.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

O ideal de servir, por Marcos Luiz De Bona

O ideal de servir*




Onde com mais intensidade vivemos quando possuídos do ideal de servir? Nas grandes cidades ou nos lugares pequenos, geralmente pobres?
Eis uma pergunta que não é difícil responder, visto que nas cidades pequenas – é evidente – mais se faz necessária a assistência ao próximo e mesmo a mútua assistência.
Dirão outros que nos grandes centros afluem necessitados de todas as regiões, com penoso acesso e permanência, a procura de alimentos, medicamentos e trabalho, fugindo de situações desfavoráveis, muitas vezes insuportáveis, ingressando em sua maioria em bairros pobres, outros concorrendo para a formação de míseras favelas, que se tornam campo propício à aplicação da assistência social, quando da iniciativa do governo, e do desvelo de piedosas senhoras, ou de sociedades beneficentes, quando da iniciativa particular.
Todavia, não há nessa atividade meritória nas grandes cidades, o reconhecimento pessoal. Trata-se de amparar não a pessoa ou a família, mas sim o grupo, num sentido mais coletivo. Entram os recursos do Estado, dando a impressão aos que são possuídos desses dotes coracionais de que aos poderes públicos cabe a obrigação total de proteção.
Já nos sítios, nos lugarejos, nas cidades pequenas o sentimento cristão de caridade se faz sentir em toda plenitude, através de uma ação desinteressada, dando tudo de si, sofrendo pelos outros, desenvolvendo uma atividade piedosa, no anonimato. Penetrando nos lares, conhecendo os problemas pessoais, vivendo com os que são infelizes Os corações bondosos terão um dia deixar de bater, mas tranquilos pela satisfação do dever cumprido.
Mas não é só com o que diz respeito à pobreza ou à doença que se exercita o ideal de servir. Por quantas outras razões e em quantas outras oportunidades se manifestam o sentimento da bondade, do altruísmo? Poderia ser um ideal servir até como criado, se bons os patrões; servir em vários sentidos a amigos; utilizar-se da sabedoria para ensinar; do amor, para amar; valer-se da capacidade de curar, para minorar os sofrimentos físicos; buscar forças da razão para amparar moralmente; julgar, fazendo justiça. Finalmente, a conquista suprema do ideal de servir – consagrar-se aos serviços de Deus, da Pátria e da Família.


*Artigo escrito por M.L.De Bona
Publicado no O Infalível, de Morretes e no
O Antoninense, em 1968


quarta-feira, 29 de março de 2017

Via Sacra por Theodoro De Bona - Igreja Matriz de Morretes

Interior da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Porto

Com a aproximação da semana santa não poderia deixar de escrever sobre a Via Sacra que se encontra no interior da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Porto em Morretes.
Quando meu tio, Theodoro De Bona, ainda morava no Rio de Janeiro recebeu um pedido do padre Walter, pároco de Morretes, para que ele desse uma contribuição da sua arte para a igreja da cidade. Como já havia em De Bona o desejo de pintar uma Via Sacra ele passou a fazer desenhos e esboços e aprofundou suas leituras bíblicas referentes ao assunto, tendo em vista a execução da obra que ocorreu nos anos de 1976 e 1977. Concluída e emolduradas as telas ele mesmo dourou as molduras com ouro em folha, que havia trazido da Itália.
Em 1978, depois de ter sido exposta na Biblioteca Pública do Paraná, os quatorze quadros seguiram para Morretes, onde podem ser admirados na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Porto, uma das poucas do Paraná a possuir uma Via Sacra pintada à óleo, que figura entre as melhores obras de arte religiosa contemporânea do sul do país.

Dedico esta Via Sacra
á memória de minha mãe,
Cesira Bertazzoni De Bona,
que, possuidora de grande fé,
conduziu seus seis filhos pelos
caminhos iluminados por Cristo.

Algumas das telas da Via Sacra:
1ª estação: Pilatos pergunta à multidão se deve liberar Cristo ou Barrabás
4ª estação: Jesus encontra a sua mãe.
6ª estação: Verônica enxuga o rosto de Jesus
12ª estação: Jesus morre na cruz
13ª estação: O corpo de Jesus é retirado da cruz

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Carnaval em Morretes 2017

Aos amigos e foliões de Morretes e aos visitantes que comparecerem a nossa cidade para as folias do MOMO meus votos de ótimo carnaval. Diversão e alegria não podem faltar!





quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

SORRIA - POEMA DE Charlie Chaplin


Charlie Chaplin

Sorria, embora seu coração esteja doendo
Sorria, mesmo que ele esteja partido
Quando há nuvens no céu
Você sobreviverá...
Se você apenas sorrir
Com seu medo e tristeza

Sorria e talvez amanhã
Você descobrirá que a vida ainda vale a pena
 Se você apenas sorrir
Ilumine sua face com alegria
Esconda todo rastro de tristeza
Embora uma lágrima possa estar tão próxima
Este é o momento que você tem que continuar tentando

Sorria, qual a utilidade do choro?
Você descobrirá que a vida ainda vale a pena
Se você apenas sorrir
Se você sorrir
Com seu medo e tristeza

Sorria e talvez amanhã
Você descobrirá que a vida ainda vale a pena
Se você apenas sorrir...
Este é o momento que você tem que continuar tentando

Sorria, qual a utilidade do choro?
Você descobrirá que a vida ainda vale a pena
Se você apenas Sorrir


Charlie Chaplin