domingo, 4 de abril de 2010

O/O Morretes, por Éric Joubert Hunziker


NMB - NAVIOS MERCANTES BRASILEIROS
- O/O MORRETES – PPKW –
Ore oil – MORRETES

D a t a s
Batimento de Quilha: 13 de abril de 1977
Lançamento: 28 de outubro de 1977
Incorporação: 5 de novembro de 1979

C a r a c t e r í s t i c a s
Nome : MORRETES
Prefixo: PPKW
IMO nr: 7505281
Estaleiro construtor: Verolme - Estaleiros Reunidos do Brasil S.A., Angra dos Reis, RJ, casco nr. B49.
Dimensões: 276,59 m de comprimento total; 265,01 m de comprimento entre perpendiculares; 43,54 m de boca; 16,12 m de calado; 24,01 m de pontal.
Deslocamento: aproximadamente 159.591 tons.
Porte Bruto: 133.752 tons.
Navio Leve: 25.839 tons.
Toneladas Brutas/Liquidas: 78.453 tons/40.907 tons.
Equipamentos para manuseio de carga: Paus de carga - 2 x 5 tons.
Tanques de Carga/Porões: 5 porões/tanques centrais + 15 tanques laterais - 164.975 m3 ou 1.037.658 barris.
Tomadas para carga: 4 x 16´.
Bombas de carga: 4 x 2.500 m3 per hpur max 12 Kgs pressure.
Motor Principal: 1 motor Sulzer de 10 cilindros tipo 10RND90 de 29.000 bhp de potência x 122 rpm.
Motores Auxiliares: 3 motores Villares B&W tipo 8S28-LH de 1.920 bhp cada x 720 rpm.
Raio de Ação: 22.000 milhas náuticas.
Velocidade: 16 nós.

H i s t ó r i c o
- O ore oil MORRETES foi à segunda unidade de uma série de seis encomendados pelo armador Petróleo Brasileiro S.A. - Petrobrás/Frota Nacional de Petroleiros - Fronape em contrato assinado em 24 de fevereiro de 1975, para serem utilizados em rotas de longo curso, transportando minério em sua viagem de ida e petróleo em sua viagem de volta.
Seu nome foi dado em homenagem à cidade de Morretes, Estado do Paraná, sendo batizado pela Sra. Maria Aparecida Carvalho Belloti.

1993
9 de julho - Após sofrer pane nos geradores , encalhou no Canal de Suez, sentido SB próximo ao quilometro 32, quando em viagem de Dekhelia, Chipre, para o Terminal de Rabigh, Arábia Saudita em lastro. Após ser desencalhado e os reparos necessários, continuou a viagem no dia.

1998
- Abril - parte do fundeadouro de Fujairah, Emirados Árabes Unidos com destino ao Terminal Gebig, em Angra dos Reis, RJ chegando em 08 de maio, aonde após descarregar, desatraca e fundeia na região, aonde foi desativado e ficou aguardando seu destino.
- Julho - Em sua última viagem comercial, escala Tubarão no dia 8, procedente do Terminal Gebig, em Angra dos Reis, carregando minério de ferro, suspendendo dia 10, com destino a Al Jubail, Arábia Saudita, aonde chegou dia 8 de agosto, descarregando sua carga, suspendendo dia 12 de agosto, procedendo para o Bahrain, e depois fundeando no ancoradouro de Fujairah, Emirados Árabes Unidos, aguardando destino.
- Novembro - Vendido para demolição para Wirana Marine, de Bahamas por US$ 2,8 milhões, sendo o primeiro da classe 33 a ser vendido. No dia 21, parte de Fujairah com destino a Chittagong, Bangladesh.
- 2 de dezembro - Chegou a Barra de Chittagong, fundeando para aguardar maré favorável para abicagem.
No dia 27, abica, e é entregue para a empresa Ziri Subeder Steel & Re-Rolling Mils, sendo iniciada sua demolição no dia 30.

Esta coluna é dedicada ao primo Aluizio Cherobim que a partir do dia 12 passou a ser morretense de fato, pois de coração já era.

Éric Joubert Hunzicker é pesquisador histórico.
É Membro efetivo da Academia de Letras José de Alencar.

4 comentários:

  1. Ligia, parabéns pela postagem. Fiquei impressionada com o valor arrecada na demolição...
    Abçs Patricia

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  2. Gostei da iniciativa do Éric em contar um pouco mais a história de morretes.
    Abraços
    Zeila

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  3. Fiz a segunda viagem desse barco com destino ao Japão. Era praticante de náutica. Hoje ainda guardo lembranças poéticas:



    Paixões e Sentimentos Marinheiros

    Os marinheiros quando entram e saem do porto trazem na alma o teatro de suas inconsciências.

    Deixam-se enganar pelo que representam ser pelo poético de suas ânsias.

    No fundo da alma eles sabem que são outros.

    A emoção da chegada lhes encobre a ânsia que permanece na partida.

    São registros para suas almas, ao mesmo tempo efêmeros, mas alegres episódios, ilusórias, mas reais contemplações do seu eu.

    Venturas e desditas da passageira ilusão, tudo se soma no prazer e na dor que mesmo desunidos, um sempre está presente quando o outro se ausenta.

    Remorsos são curados no mar.
    Um remédio de gerações
    Na brisa do vento e no olor das águas.
    É este chão o seu mundo.

    Também sou um velho marujo.
    Também aprendi a pensar,
    Como um infante em espírito,
    Sem a maldade dos adultos.

    Somos estes navegantes,
    Nem melhores nem piores.
    Apenas pensadores,
    Trazendo os sinais da liberdade

    Não como os lobos mitológicos,
    Ensinado com perversidade para atemorizar as criancinhas.
    Justiça e liberdade,
    Igualdade e respeito pelo sagrado,
    Entre nossos erros e acertos
    Estas bandeiras nos guiam,

    Somos iluministas,
    Com sementes a plantar
    Desvendando os segredos,
    Depositados no mar.

    Meus versos não são certinhos
    Como poderiam ser?
    Se o meu coração não é
    Meus versos são assim mesmos:
    Não são a verdade,
    São verdadeiros para mim,
    Pelo que sinto e pelo que sou.

    Em buscar um porto seguro,
    Para o meu soçobrado chegar.
    Que seja exato mais do que preciso
    Uma terra de além-mar.

    E num momento de silêncio
    No amanhecer que me conduz
    Trago o Deus sempre presente
    No entardecer também de luz

    Não se turbe Oh! Companheiro
    Prá isto que vou lhe dizer
    A ciência da terra fará
    Um dia o além aparecer.

    As lágrimas por quem se vai,
    São as mesma de quem vem
    Já que somos uma família,
    Desde aqui e no além.

    E se for necessário e preciso,
    Navegar para crescer,
    Digo que viver é necessário,
    E que é preciso renascer.


    Luis C. Vieira

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  4. ESSE NAVIO FOI MEU PRIMEIRO EMBARQUE COMO MOÇO DE CONVÉS. LEMBRANÇAS ETERNAS.

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