Tenho dito é uma coletânea de discursos de Marcos Luiz De Bona que, ao longo da sua vida, sempre teve palavras para homenagear sua terra natal e seus conterrâneos. Com esta publicação queremos resgatar não só a memória do homem público, do intelectual e do cidadão, como também recordar alguns fatos e histórias ocorridos em Morretes. Este blog será ilustrado com fotos do acervo da família De Bona e de amigos. Curtam nossa pagina do Facebook no https://www.facebook.com/debonatenhodito/
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Castelo de Windsor
Vivo impressionada com os milagres da Internet!
Inglaterra... tão longe e tão perto! Com um (ou vários) clique chegamos lá.
Aqui vão mais algumas fotos para vocês verem/reverem alguns lugares maravilhosos deste país.

O Castelo de Windsor localiza-se na cidade de Windsor. Foi uma das moradias de Henrique VIII e
é o maior castelo do mundo habitado. É uma das principais residências da monarquia britânica, que nele passa a maior parte dos finais de semana, a Páscoa e a chamada semana de "Ascot Real" (em Junho), no Circuito de Corridas de Ascot, nas suas proximidades.

Alas Estes do Castelo onde ficam os aposentos da rainha.
Grande salão de recepção
A Rainha Elizabeth II e o Príncipe Philip.
Cidade de Windsor
Hampton Court é quase uma cidade.
O Palácio de Rampton Court está localizado às margens do Rio Tâmisa, a oeste de Londres.
Sua construção data de 1113. Permanece aberto ao público e o visitante pode conhecer diversos aposentos reais, cozinhas, adegas e residência dos serviçais.
Dentre os palácios que serviram à corte inglesa Hampton Court está entre os mais famosos.
É uma importante atração turística e oferece anualmente dois
festivais: o "Hampton Court Palace Festival" e o "Hampton Court Palace Flower Show".
Hampton Court - entrada principal
Hampton Court - fachada trazeira
Jardins do palácio
No caminho de volta... uma belíssima plantação de canola! e
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Londres parte II
Queen Victoria Memorial
Marble Arch
Uma rua típica de Londres
Um dos tradicionais Pubs de Londres
Trafalgar Square
Hyde Park
Hippodrome Casino
Museu de cera Madame Tussaud
Museu
de figuras de cera fundado pela escultora Marie Tussaud (1761-1850),
no canto à direita, em Londres.
Tussaud utilizava cera para fazer os seus trabalhos, imortalizando, desta forma, personalidades conhecidas e episódios históricos.
Há unidades do museu em Londres, Amsterdã, Bangkok, Berlim, Hollywood, Hong
Kong, Las Vegas, Nova York, Xangai, Washington e Viena. Todas são ótimas, mas a
de Londres é a mais tradicional.
Aqui se encontram estátuas perfeitas de grandes estrelas do mundo artístico e personalidades históricas, como os Beatles, Gandhi entre outros.
Ala das artes com os pintores artistas
Pablo Picasso, Vincent van Gogh e outros.
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Londres
Estranharam o título da postagem?
Hoje o assunto não será Morretes e sim Londres onde estive recentemente.
O mundo inteiro mudou e Londres também, mas continua linda. Nas ruas a gente vê turistas de todas as nacionalidades, idem os restaurantes - ninguém mais pode se queixar da comida inglêsa, pois na cidade tem comida para todos os gostos.
Fomos recebidos com céu azul, calor e flores por todos os lados. A primavera está explodindo e os ingleses se deliciando nos parques - que são muito bonitos, nas praças, ruas, teatros, enfim curtindo a vida e esperando os festejos do Jubileu de Diamante da rainha Elizabeth II.
A viagem foi ótima e quero compartilhar com vocês algumas fotos.
Hoje o assunto não será Morretes e sim Londres onde estive recentemente.
O mundo inteiro mudou e Londres também, mas continua linda. Nas ruas a gente vê turistas de todas as nacionalidades, idem os restaurantes - ninguém mais pode se queixar da comida inglêsa, pois na cidade tem comida para todos os gostos.
Fomos recebidos com céu azul, calor e flores por todos os lados. A primavera está explodindo e os ingleses se deliciando nos parques - que são muito bonitos, nas praças, ruas, teatros, enfim curtindo a vida e esperando os festejos do Jubileu de Diamante da rainha Elizabeth II.
A viagem foi ótima e quero compartilhar com vocês algumas fotos.
Piccadilly circus
Regent street
Lá também tem engarrafamento no trânsito...e dos grandes!
Museu Britânico
Rio Tâmisa com a roda gigante "London eye" ao fundo
e o tocador de gaita vestido à carater
Parlamento e o famoso "Big Ben"
Rio Tâmisa com o Parlamento ao fundo
Um dos inúmeros parques da cidade
Muito comum as grades pretas com floreiras
Tower bridge
quinta-feira, 10 de maio de 2012
AMOR MATERNO, por

Theodoro De Bona, além de pintor, como todo artista,
possuía também um pouco de poeta e narrou essa história como se fosse sua filha
contando o caso. Ele deu o título de Amor materno e foi publicada no jornal
Gazeta do Povo, no caderno G, em 16 de maio de 1997. Vale a pena ler...
Uma passagem interessante e até emocionante, aconteceu no Rio
de Janeiro quando ali residia, e sua filha Gioconda encontrou 2 filhotes de
passarinhos que haviam caído do ninho materno, num abacateiro, na ladeira da Rua
Icatú, em Botafogo.
Amor materno
Ia eu subindo a ladeira de Icatu, distraída e contente por mais uma aula terminada no curso primário do Colégio Nossa Senhora de Lourdes, em Botafogo.
O sol descendo atrás da montanha do Corcovado deixava a ladeira em sombra que se alongava cada vez mais, até mergulhar na baia de Botafogo. A ladeira de Icatu tinha forma de espiral e minha casa ficava no alto, podendo dela avistar toda essa espiral da subida.
No jardim da minha casa, meu pai havia plantado um caroço de abacate que em poucos anos tornou-se uma frondosa árvore, na qual os pássaros faziam seus ninhos.
Naquela tarde, certamente um dos ninhos de “rolinhas” existentes no abacateiro tinha caído, e dois filhotes ainda sem penas estavam se arrastando pela calçada em frente à minha casa. Peguei-os e mostrei aos meus pais. Meu pai, embora não censurando meu ato, advertiu-me que os filhotes não poderiam se criar por falta dos cuidados da mãe. Todavia o conselho dele fez o que nós humanos poderíamos ter feito – tentar salvar a vida dos “bebezinhos”. Improvisamos um ninho de algodão, pusemos um pires com água e algumas ervas ao alcance dos bicos dos filhotes. Apesar de todos estes cuidados, no dia seguinte um deles havia morrido e eu choramingava pela vida do segundo. Dobrei meus cuidados procurando por água no seu biquinho com conta gotas. Mas qual não foi a minha satisfação quando meu pai notou que havia uma rolinha dando voltas ao redor da nossa casa piando continuadamente.
Concluímos que deveria ser a mãe dos filhotinhos. Imediatamente colocamos o ninho improvisado na varanda da casa e fechamos a porta de vidro que dava para uma área. Então pudemos constatar a força do amor materno mesmo entre pássaros: a alegria da mãe quando encontrou o filho, os saltos de alegria em volta dele, as carícias e os beijos que se davam!
Feitas as manifestações de grande contentamento a “rolinha mãe” voou para fora para voltar pouco depois, trazendo no bico alimento para seu filho. Por cinco ou seis dias presenciamos contínuos cuidados da “rolinha mãe”, que do clarear do dia ao anoitecer voltava cada hora com alimento para o filho.
Ninguém entrava na área e tudo observávamos através da vidraça da porta fechada.
Mas aconteceu o que prevíamos. O filhote criou forças e penas nesses cinco dias e fazia seus saltos cada vez maiores na área da varanda. Num deles, alcançou o parapeito, que na parte dos fundos era mais alto! Não tive dúvidas, e preocupada que ele caísse e se espatifasse lá embaixo, abri a porta de mansinho e tentei pegá-lo. Ele, porém, sentindo a minha presença deu um salto e foi se apoiar no telhado da casa de baixo.
No outro lado da rua havia uma grande árvore mais baixa que a casa, pois como disse a ladeira de Icatu tem forma espiral em ascendência. E na árvore se encontrava a mãe piando, certamente preocupada com a imprudência do filho. Piando, chorando ou chamando, não sei, mas o fato é que continuava olhando para o filho. Este piando também esboçava um voo de grande audácia! Observávamos tudo do alto da nossa varanda sem nada poder fazer pelas muitas tentativas prolongadas do filhote. Passaram-se minutos, que para mim representaram horas, até que enfim, ele, reunindo todas as suas forças e sua coragem, arrancou voo para chegar junto da mãe que continuava chamando-o e pedindo prudência. O filhote foi perdendo altura, mas avançando sempre, até alcançar a árvore num ramo bem mais baixo daquele em que estava pousada sua mãe.
Havia conquistado a vitória da partida para a sua vida!
De um salto a mãe alcançou o filho e os dois desapareceram entre as folhagens da floresta.
Ia eu subindo a ladeira de Icatu, distraída e contente por mais uma aula terminada no curso primário do Colégio Nossa Senhora de Lourdes, em Botafogo.
O sol descendo atrás da montanha do Corcovado deixava a ladeira em sombra que se alongava cada vez mais, até mergulhar na baia de Botafogo. A ladeira de Icatu tinha forma de espiral e minha casa ficava no alto, podendo dela avistar toda essa espiral da subida.
No jardim da minha casa, meu pai havia plantado um caroço de abacate que em poucos anos tornou-se uma frondosa árvore, na qual os pássaros faziam seus ninhos.
Naquela tarde, certamente um dos ninhos de “rolinhas” existentes no abacateiro tinha caído, e dois filhotes ainda sem penas estavam se arrastando pela calçada em frente à minha casa. Peguei-os e mostrei aos meus pais. Meu pai, embora não censurando meu ato, advertiu-me que os filhotes não poderiam se criar por falta dos cuidados da mãe. Todavia o conselho dele fez o que nós humanos poderíamos ter feito – tentar salvar a vida dos “bebezinhos”. Improvisamos um ninho de algodão, pusemos um pires com água e algumas ervas ao alcance dos bicos dos filhotes. Apesar de todos estes cuidados, no dia seguinte um deles havia morrido e eu choramingava pela vida do segundo. Dobrei meus cuidados procurando por água no seu biquinho com conta gotas. Mas qual não foi a minha satisfação quando meu pai notou que havia uma rolinha dando voltas ao redor da nossa casa piando continuadamente.
Concluímos que deveria ser a mãe dos filhotinhos. Imediatamente colocamos o ninho improvisado na varanda da casa e fechamos a porta de vidro que dava para uma área. Então pudemos constatar a força do amor materno mesmo entre pássaros: a alegria da mãe quando encontrou o filho, os saltos de alegria em volta dele, as carícias e os beijos que se davam!
Feitas as manifestações de grande contentamento a “rolinha mãe” voou para fora para voltar pouco depois, trazendo no bico alimento para seu filho. Por cinco ou seis dias presenciamos contínuos cuidados da “rolinha mãe”, que do clarear do dia ao anoitecer voltava cada hora com alimento para o filho.
Ninguém entrava na área e tudo observávamos através da vidraça da porta fechada.
Mas aconteceu o que prevíamos. O filhote criou forças e penas nesses cinco dias e fazia seus saltos cada vez maiores na área da varanda. Num deles, alcançou o parapeito, que na parte dos fundos era mais alto! Não tive dúvidas, e preocupada que ele caísse e se espatifasse lá embaixo, abri a porta de mansinho e tentei pegá-lo. Ele, porém, sentindo a minha presença deu um salto e foi se apoiar no telhado da casa de baixo.
No outro lado da rua havia uma grande árvore mais baixa que a casa, pois como disse a ladeira de Icatu tem forma espiral em ascendência. E na árvore se encontrava a mãe piando, certamente preocupada com a imprudência do filho. Piando, chorando ou chamando, não sei, mas o fato é que continuava olhando para o filho. Este piando também esboçava um voo de grande audácia! Observávamos tudo do alto da nossa varanda sem nada poder fazer pelas muitas tentativas prolongadas do filhote. Passaram-se minutos, que para mim representaram horas, até que enfim, ele, reunindo todas as suas forças e sua coragem, arrancou voo para chegar junto da mãe que continuava chamando-o e pedindo prudência. O filhote foi perdendo altura, mas avançando sempre, até alcançar a árvore num ramo bem mais baixo daquele em que estava pousada sua mãe.
Havia conquistado a vitória da partida para a sua vida!
De um salto a mãe alcançou o filho e os dois desapareceram entre as folhagens da floresta.
quarta-feira, 18 de abril de 2012
De Bona - caro nome
Documentário dirigido por Werner & Willy Schumann com narração de José Wilker e edição de Eduardo Pioli Alberti. (filme vencedor do Premio Fiat 1991).
De Bona, Theodoro (1904 - 1990)
Biografia
Theodoro de Bona (1904 - 1990). Pintor, escritor e professor. Inicia o contato com as artes por volta de 1912, no Colégio Bom Jesus, Curitiba, onde seu professor de desenho o incentiva a tomar aulas de pintura. Entre os anos de 1919 e 1927, dedica-se à sua formação, estudando com Gina Bianchi, Ercília Cecchi, Alfredo Andersen (1860 - 1935) e convivendo com Estanislau Traple (1898 - 1958) e Waldemar Freyesleben (1899 - 1970).
Em 1925, integra pela primeira vez uma exposição coletiva de pintura, organizada pela Associação Comercial do Paraná. Em 1927, realiza sua primeira individual, com a intenção de ajudar nos custos da viagem à Itália que iniciaria nesse mesmo ano.
Ganha bolsa de estudos do Estado do Paraná e vai para a Itália cursar a Academia de Belas Artes de Veneza. Permanece nesse país quase uma década, e envolve-se ativamente no movimento artístico italiano: em 1927, ingressa no grupo Cà Pesaro; em 1930, participa pela primeira vez da Bienal Internacional de Veneza; em 1935, executa o painel do altar de Santa Terezinha na igreja de Maslianico, na região da Lombardia. De volta ao Brasil, em 1936, realiza diversos trabalhos, destacando-se o painel Fundação da Cidade de Curitiba, atualmente no Salão Nobre do Colégio Estadual do Paraná, e o painel Instalação da Província do Paraná, no Palácio Iguaçu. Realiza, em 1944, mostra individual no Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro.
Uma segunda individual neste museu é realizada em 1983.
Em 1960, inaugura seu curso de desenho e pintura na Escola de Música e Belas Artes do Paraná, onde também chega a ocupar o cargo de diretor.
Recebe o título de Cidadão Honorário de Curitiba, outorgado pela Câmara Municipal, em 1981, e a Comenda Honorífica da Ordem do Mérito da República Italiana, no grau de Cavalieri Officiale, em 1983.
De Bona, Theodoro (1904 - 1990)
Biografia
Theodoro de Bona (1904 - 1990). Pintor, escritor e professor. Inicia o contato com as artes por volta de 1912, no Colégio Bom Jesus, Curitiba, onde seu professor de desenho o incentiva a tomar aulas de pintura. Entre os anos de 1919 e 1927, dedica-se à sua formação, estudando com Gina Bianchi, Ercília Cecchi, Alfredo Andersen (1860 - 1935) e convivendo com Estanislau Traple (1898 - 1958) e Waldemar Freyesleben (1899 - 1970).
Em 1925, integra pela primeira vez uma exposição coletiva de pintura, organizada pela Associação Comercial do Paraná. Em 1927, realiza sua primeira individual, com a intenção de ajudar nos custos da viagem à Itália que iniciaria nesse mesmo ano.
Ganha bolsa de estudos do Estado do Paraná e vai para a Itália cursar a Academia de Belas Artes de Veneza. Permanece nesse país quase uma década, e envolve-se ativamente no movimento artístico italiano: em 1927, ingressa no grupo Cà Pesaro; em 1930, participa pela primeira vez da Bienal Internacional de Veneza; em 1935, executa o painel do altar de Santa Terezinha na igreja de Maslianico, na região da Lombardia. De volta ao Brasil, em 1936, realiza diversos trabalhos, destacando-se o painel Fundação da Cidade de Curitiba, atualmente no Salão Nobre do Colégio Estadual do Paraná, e o painel Instalação da Província do Paraná, no Palácio Iguaçu. Realiza, em 1944, mostra individual no Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro.
Uma segunda individual neste museu é realizada em 1983.
Em 1960, inaugura seu curso de desenho e pintura na Escola de Música e Belas Artes do Paraná, onde também chega a ocupar o cargo de diretor.
Recebe o título de Cidadão Honorário de Curitiba, outorgado pela Câmara Municipal, em 1981, e a Comenda Honorífica da Ordem do Mérito da República Italiana, no grau de Cavalieri Officiale, em 1983.
quarta-feira, 28 de março de 2012
Theodoro De Bona **
Professoras Iracema e Gioconda, Senhor Secretário Flávio Arns, demais autoridades presentes:
Muitos poderiam se perguntar da pertinência de uma homenagem ao grande pintor paranaense THEODORO DE BONA em um Curso de Atualização em Processos Administrativos Disciplinares da Secretaria de Educação.
A homenagem foi uma sugestão de nosso Diretor Geral, Professor Jorge Wekerlin, quando soube que a Assessoria Jurídica realizaria o evento aqui no Salão Nobre do Colégio Estadual do Paraná. Para ele, como todo ex-aluno do Colégio – como eu também orgulhosamente sou – à primeira menção do Colégio Estadual e seu Salão Nobre imediatamente vem à mente a riqueza pictórica que guarnece suas paredes, e, em primeiro lugar, as telas de Bona, a Fundação de Curitiba e a Terra Prometida.
![]() |
| Fundação de Curitiba - 1947 Cacique Tindiquera escolhe local de fundação de Curitiba |
Este Colégio, carregado de História da Educação do Paraná, não pode ser visitado por nós, sem que façamos nossa homenagem a um dos que fizeram de nossa terra o que ela é hoje; assim como este Colégio Estadual que ajudou a nos transformar naquilo que hoje somos.
Pois no fundo, Senhor Secretário, Senhor Diretor Geral, Diretora Laureci, minhas caríssimas Iracema e Gioconda de Bona, que nos deram o prazer de partilhar este momento de lembrança e homenagem: ambos, Theodoro de Bona e o Colégio Estadual nos educaram e através deles o Paraná veio a ser o que hoje é.
E nós, da Assessoria Jurídica, e particularmente neste evento, não devemos nos esquecer que a função primordial, a razão de ser da Secretaria de Educação, e isso inclui a nós, que lidamos com o Direito, e não estamos envolvidos diretamente com a educação, é o imperativo moral de dar educação a nossas crianças e jovens. Refiro-me ao imperativo moral e não à função legal – quero salientar hoje, aqui, não o nosso dever para com as funções administrativas que nos são cometidas e sim lembrar que tais funções subordinam-se ao objetivo central da Secretaria de Educação, que é o de propiciar Educação a nossos jovens e adolescentes.
E nada é mais pertinente do que nos lembrarmos, neste momento, do significado de THEODORO DE BONA nas artes e cultura do Paraná.
O Pintor em seu ateliê
Ele será, sempre, uma dupla fonte de inspiração a todos nós e particularmente os que lidamos com a Educação.
Inspira-nos a trajetória de sua vida: filho de uma família de humildes operários italianos, que aqui aportaram, em Morretes, em busca de uma nova vida – seu pai, então com vinte anos, e seu tio trabalharam na construção da Ferrovia Curitiba – Paranaguá -, por força de estudo e trabalho árduo desenvolveu seu talento artístico, tendo percorrido uma trajetória profissional vitoriosa na Europa e no Brasil.
Conta-nos ele que tendo um quadro seu escolhido para a Bienal de Veneza, teve que emprestar um par de sapatos, pois os que ele possuía estavam rotos; e com estes sapatos emprestados ele foi apresentado ao Rei da Itália; isto em 1930. Dizia ele que “a arte é uma amante que não perdoa, sendo assim, é necessário estar sempre ao lado dela e com ela”. (1)
Ora, e não é este o espírito que inspira a todos que ambicionam viver com plenitude a sua vida?
Para nós, entretanto, inspirador é o fato que este homem de origem humilde, com seu trabalho, deu um rosto a uma terra que na ocasião laboriosamente estava construindo sua identidade, uma identidade que o escritor e crítico literário WILSON MARTINS em um livro célebre chamou de Um Brasil Diferente (2).
Se o Paraná tem um rosto, este foi desenhado, pintado e esculpido pelo trabalho de seu pai, minhas caras Gioconda e Iracema, juntamente com ANDERSEN, LANGE DE MORRETES, NÍSIO, TURIN, TRAPLE, FREYESLEBEN e outros.
Nunca se falará com a necessária ênfase da importância daqueles que, como seu pai, nos anos vinte do século passado, viveram e sonharam uma nova vida e uma nova terra. E nos fizeram ver o que estava a nossa frente e não víamos.
E quando todos nós tivermos partido, e nossos nomes esquecidos, aqueles quadros que ele pintou nos lembrarão do que um dia fomos, e o que perdemos, e do que um dia talvez venhamos a ser; pois no fundo é disso que se trata: da identidade, de ser o que somos, como indivíduos e como coletividade.
Aqui, neste Colégio tão amado por nós, e nesta sala, estão dois símbolos que bem retratam esta expectativa:
Na Fundação de Curitiba, ali, no alto, e na Terra Prometida, aqui, à minha esquerda, DE BONA nos lembra de dois momentos inaugurais – momentos em que ocorre um milagre, o milagre da Natalidade.
Lá, estão aqueles que atraídos pelo Novo Mundo, virão a construir uma cidade e um Estado.
Eles nunca saberão, mas nós sabemos hoje; em meio aqueles pinheirais, brancos e índios - e outros que vierem no futuro, italianos, alemães, japoneses, poloneses, ucranianos -, construirão casas e ruas e erguerão uma cidade. O artista retratou-os em um momento de Comunhão; eles dividirão o pão da terra, o pinhão. Para Theodoro de Bona, neste momento mítico nasce a cidade – não com o pelourinho, ou a escritura pública, ou o pergaminho dado por El-Rei – a cidade nasce com o encontro fraterno de duas raças – a qual se juntarão outras. Esta é a cidade e o Estado que outros artistas chamarão de Terra de Todas as Gentes (3), uma mítica Curitiba a ser eternamente procurada por todos.
E aqui, a Terra Prometida. Ele nos fala de seus avós maternos ao chegarem a Morretes (4). Sua mãe está nos braços de sua avó. O dono da terra aponta o local onde eles se instalarão. Estes pobres contadini nada possuem senão a esperança de uma nova vida. Aguarda-os o trabalho árduo; uma vida dura, difícil, mas eles estão preparados para viver esta nova vida.
Terra prometida - 1930 |
Um bebê ainda no colo de sua mãe um dia tornar-se-á adulta e ela por sua vez vai parir um homem que se chamará THEODORO.
Nossos jovens e adolescentes quando entram em uma sala de aula, a cada dia estão repetindo este milagre, o da esperança de um novo tempo, uma nova vida, uma nova cidade, uma nova terra prometida.
Cabe a nós não os defraudar.
Cabe a nós alimentar seus sonhos. Cabe a nós reconhecer que em cada uma das nossas crianças está nascendo o futuro, e cabe a nós permitir que surjam os novos THEODOROS DE BONA, os novos pintores da esperança.
Muito obrigado a todos pela atenção.
NOTAS:(1) “Curitiba , Pequena Montparnasse”, livro autobiográfico de Theodoro de Bona.
(2) “Um Brasil Diferente: Ensaios sobre o Fenômeno da Aculturação no Paraná”, Wilson Martins.(3)“Terra de Todas as Gentes”, espetáculo de Paulo Vítola e Adherbal Fortes
**Discurso proferido no dia 28 de fevereiro de 2012 pelo Assessor Jurídico da Secretaria de Estado da Educação, Dr. Hatsuo Fukuda, na solenidade de abertura do I Curso de Atualização em Processos Administrativos Disciplinares e Sindicâncias, no Salão Nobre do Colégio Estadual do Paraná, na presença de Gioconda De Moraes e Iracema de Bona Foltran, filhas do artista homenageado.
quarta-feira, 14 de março de 2012
Imigração italiana no Brasil - parte III
| Capa - tela de Theodoro De Bona, morretense e descendente de italianos, que honra sobremaneira os colonizadores vindos da Itália. |
Sinaldo Trombini, morretense, também descendente de italianos, publicou em 1982 “Giuseppe” e registrou na apresentação do seu livro um preito de respeito e consideração pelos italianos que se fixaram em nossas terras:
Queremos dentro de nossa humildade prestar nossa homenagem de admiração pelas famílias que conhecemos, algumas delas, quando ainda criança:
Antonucci, Agnelli.
Bonatto, Buzetti, Bertassoni, Brambilla, Buse, Bini, Bavetti, Bozza, Borsato, Bertoli, Brina, Bridarolli, Buzatto, Brandalize, Brustolin.
Consentino, Cavagnari, Cit, Casagrande, Cavagnolli, Callegari, Cherobim, Curcio, Conforto, Cauduro, Coltro, Cagne, Crotti, Cassiglia, Contin, Caron.
Delay, De Bona, Demaria, Dall’Col, Dalcuchi, De Roco, Dall’Stella, Darbello, Dall’Negro.
Fiori, Foltran, Fante, Fioravante, Fabris, Fornarolli, Filipetto, Fumagalli.
Ghignone, Gnatta, Galli, Grossi, Gaio, Giampaolli, Galotti.
Landucci, Lucchetta, Luvizotto.
Manosso, Malucelli, Mori, Meneghetti, Meduna, Mezzadri, Moro, Marenda.
Nogarolli, Orlandi.
Pasinatto, Possiede, Porcides, Pavan, Pasquini, Piloto, Passoni.
Robassa, Raccioppi, Rissato.
Scremin, Simão, Simonatto, Sanson, Scucato, Stival, Smaniotto, Scarpin.
Tullio, Trombini, Tozeto, Turin, Todeschini.
Valério, Vizini, Villanova.
Zilli, Zanatta, Zétola, Zanardi, Ziliotto.
Essa gente ajudou Morretes, o Paraná e o Brasil. Seus filhos estão espalhados e muitos deles no alto comércio, na indústria e nas funções públicas, engrandecendo nosso Estado e nosso Brasil.
quarta-feira, 7 de março de 2012
Imigração italiana no Brasil - parte II
A primeira e maior leva de emigrantes italianos para o Brasil veio da região do Vêneto, no Nordeste da Itália, que passava por enormes dificuldades. Foi notória, porém, a presença de colonos do Centro e Sul da Itália, sobretudo no início do Século XX em São Paulo, nas plantações de café.Os italianos do Norte emigravam preferencialmente para outros países da Europa. O Brasil e a Argentina foram os únicos países fora da Europa que conseguiram atrair uma migração significativa oriunda do Norte da Itália.
Os toscanos eram os mais numerosos dentre aqueles oriundos do Centro da Itália. Entre os do Sul, destacavam-se os campânios, seguidos dos calabreses e abruzenhos. De fato, o Brasil recebeu imigrantes de quase todas as regiões da Itália.
A grande corrente migratória
Imigração italiana para o Brasil, segundo as regiões de procedência período 1876/1920.

Vêneto 365.710
Campânia 166.080
Calábria 113.155
Lombardia 105.973
Abruzzi/Molizi 93.020
Toscana 81.056
Emília Romana 59.877
Brasilicata 52.888
Sicília 44.390
Piemonte 40.336
Puglia 34.833
Marche 25.074
Lázio 15.982
Umbria 11.818
Ligúria 9.328
Sardenha 6.113
Calábria 113.155
Lombardia 105.973
Abruzzi/Molizi 93.020
Toscana 81.056
Emília Romana 59.877
Brasilicata 52.888
Sicília 44.390
Piemonte 40.336
Puglia 34.833
Marche 25.074
Lázio 15.982
Umbria 11.818
Ligúria 9.328
Sardenha 6.113
Total 1.243.633
quinta-feira, 1 de março de 2012
Morretes nublada
Morretes é linda em dia de sol, mas admirem este vídeo e vejam que a cidade não perde o encanto em dia nublado e chuvoso.
Confiram o vídeo do meu primo Eduardo Pioli Alberti.
Clique no link abaixo:
Confiram o vídeo do meu primo Eduardo Pioli Alberti.
Clique no link abaixo:
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
A Imigração Italiana no Brasil
![]() |
| Imigrantes italianos a bordo em viagem para o Brasil |
Porém oficialmente a imigração italiana no Brasil teve início no dia 31 de maio de 1875, com a chegada do navio “Rivadivia”, também no estado do Espírito Santo. Relendo o livro do morretense Lúcio Borges “A imigração italiana em Morretes” encontrei a data 14 de fevereiro de 1872 como sendo a da primeira leva de imigrantes que chegou da Itália na galera “Ana Pizzorno” e no navio “Liguria” e é exatamente a data da fundação da Colônia Alexandra.
Os lavradores que imigraram para o Brasil vieram motivados pela terra em abundância, clima semelhante ao da Itália, e a promessa do “fare l’America”. O governo italiano por sua vez tinha interesse nesta partida, pois a Itália não tinha como sustentá-los. De lá partiam anualmente 200 a 300 mil italianos em favor dos sem trabalho que ficavam!
Na Colônia Alexandra e em muitas outras a insatisfação era imensa, a terra prometida, o sonho de uma vida melhor se transformara em pesadelo. Sob todos os aspectos desde a viagem, a chegada, o trabalho, enfim tudo nos primeiros tempos dos imigrantes no Brasil foi sofrimento e decepção. Mesmo assim os colonos continuavam a chegar e outras colônias foram se formando. O movimento migratório esteve no auge entre 1880 e 1930, mas só em 1888 a imigração italiana no Brasil foi oficializada. Com o passar dos anos e a devida assistência aos imigrantes que trabalhavam de sol a sol, com a disposição de vencer, algumas colônias floresceram como as de Morretes. Foi notável o progresso do nosso município naquela época graças à mão de obra dos lavradores italianos. Segundo o site Brasil na Itália o Brasil é o maior país com raizes italianas no mundo: 31 milhões de descendentes de acordo com o Dossiê Estatístico Imigração Caritas/Migrantes.
Os lavradores que imigraram para o Brasil vieram motivados pela terra em abundância, clima semelhante ao da Itália, e a promessa do “fare l’America”. O governo italiano por sua vez tinha interesse nesta partida, pois a Itália não tinha como sustentá-los. De lá partiam anualmente 200 a 300 mil italianos em favor dos sem trabalho que ficavam!
Na Colônia Alexandra e em muitas outras a insatisfação era imensa, a terra prometida, o sonho de uma vida melhor se transformara em pesadelo. Sob todos os aspectos desde a viagem, a chegada, o trabalho, enfim tudo nos primeiros tempos dos imigrantes no Brasil foi sofrimento e decepção. Mesmo assim os colonos continuavam a chegar e outras colônias foram se formando. O movimento migratório esteve no auge entre 1880 e 1930, mas só em 1888 a imigração italiana no Brasil foi oficializada. Com o passar dos anos e a devida assistência aos imigrantes que trabalhavam de sol a sol, com a disposição de vencer, algumas colônias floresceram como as de Morretes. Foi notável o progresso do nosso município naquela época graças à mão de obra dos lavradores italianos. Segundo o site Brasil na Itália o Brasil é o maior país com raizes italianas no mundo: 31 milhões de descendentes de acordo com o Dossiê Estatístico Imigração Caritas/Migrantes.
A criação de um dia específico para homenagear os imigrantes italianos confirma a importância da contribuição do país europeu para o progresso brasileiro e consolida os laços de amizade entre as duas nações.
O projeto que instituiu o Dia Nacional do Imigrante Italiano é de autoria do Senador Gerson Camata, do Espírito Santo, que em sua justificativa destacou seu objetivo:
“ prestar a devida homenagem ao imigrante italiano que, vindo de terras tão distantes, aqui se instalou e se fez gente nossa. Contribuindo com seu trabalho, engajou-se nas nossas lutas, proliferou-se, fez prosperar cidades inteiras, construiu escolas, igrejas, restaurantes, hospitais e cultivou a terra. Famílias inteiras deixaram seus sonhos - continua – seus amigos, seus vizinhos na velha Itália e vieram em busca de novos horizontes. Trouxeram consigo seus hábitos, seus costumes, sua religiosidade, a sua formação profissional e moral e enriqueceram sobremaneira a nossa cultura’.
O dia 21 de Fevereiro foi sancionado como o Dia Nacional do Imigrante Italiano no Brasil pela Lei Federal nº 11.687, de 02 de junho de 2008 e promulgada no mesmo dia pelo Vice Presidente da República, Sr. José de Alencar.
Terra Prometida (1930) tela de Theodoro De Bona que retrata a chegada de seus antepassados no território paranaense. Adquirida pelo governo faz parte do acervo do Colégio Estadual do Paraná.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Ao Nenê Brambilla
Luiz Nenê Brambilla recebeu este poema humorístico do amigo e poeta Aguilar Morais quando completou 31 anos.
Completas hoje, vinte e oito, quinta
feira de julho, quinta feira morta,
trinta e um anos, sem que alguém pressinta,
trinta e um repolhos numa mesma horta...
Quando a coisa já vai p'ra além dos trinta,
dos anos a crescer a gente corta.
E faz como a mulher (embora minta)
conta p'ra traz, e à doce infância "vorta"...
No ano que vem, exemplo, contas trinta,
vinte e nove no outro, e assim por diante,
ficarás moço, moço verdejante...
No povo, desse modo, passas finta...
Segues o conselho que te dou porque
eternamente ficarás "nenê"...
Luiz Brambilla, meu avô materno, faleceu no dia 20 de janeiro de 1952.
Na hora do sepultamento meu pai, muito emocionado, despediu-se do sogro querido e num trecho do discurso ele disse: "será o morretense amante da sua terra ou será o genro extremado que se manifesta nestas sinceras palavras?"
Eu afirmo que são ambos, porque em Luiz Brambilla, meus amigos, eu vi, no convívio diário de vinte anos, o homem em sua vida pública, o homem em sua vida comercial, o homem em sua vida privada. E não soube qual delas mais admirar, se como prefeito de sua terra, em gestão brilhante e profícua; se como o político prestigioso e hábil reunindo em torno de si os elementos mais destacados da vida pública do Estado; se o cavalheiro de fino trato pontificando na vida social da cidade; se o sócio fundador da Sociedade Beneficente e Recreativa dos Operários de Morretes; se o sócio benemérito do Clube 7 de Setembro; se o morretense entusiasmado e interessado por tudo o que se relacionasse com o progresso da nossa terra (...).
Este discurso está na página 61, do livro TENHO DITO : MORRETES E MORRETENSES NOS DISCURSOS DE MARCOS LUIZ DE BONA.
Na hora do sepultamento meu pai, muito emocionado, despediu-se do sogro querido e num trecho do discurso ele disse: "será o morretense amante da sua terra ou será o genro extremado que se manifesta nestas sinceras palavras?"
Eu afirmo que são ambos, porque em Luiz Brambilla, meus amigos, eu vi, no convívio diário de vinte anos, o homem em sua vida pública, o homem em sua vida comercial, o homem em sua vida privada. E não soube qual delas mais admirar, se como prefeito de sua terra, em gestão brilhante e profícua; se como o político prestigioso e hábil reunindo em torno de si os elementos mais destacados da vida pública do Estado; se o cavalheiro de fino trato pontificando na vida social da cidade; se o sócio fundador da Sociedade Beneficente e Recreativa dos Operários de Morretes; se o sócio benemérito do Clube 7 de Setembro; se o morretense entusiasmado e interessado por tudo o que se relacionasse com o progresso da nossa terra (...).
Este discurso está na página 61, do livro TENHO DITO : MORRETES E MORRETENSES NOS DISCURSOS DE MARCOS LUIZ DE BONA.
sábado, 31 de dezembro de 2011
É aproveitar cada minuto de tempo,
para que o vento não o dissipe.
É andar pela rua, sentar na calçada,
andar sozinho, andar de mãos dadas.
É ouvir uma música e sonhar,
acertar o tom e cantar.
É olhar o infinito, ultrapassar os limites
e ver o bonito do que existe.
É falar pelo mudo, ouvir pelo surdo,
enxergar pelo cego, crer pelo descrente.
É amar o ser humano assim como ele é.
seja Maria, Pedro, Teresa ou José.
É abraçar o povo, orar por todos
e lutar por um mundo novo.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
A Papai Noel
Papai Noel, fizestes muito mal...
Indiferente a mim e ao meu anseio,
alheio a tudo o que era meu,
alheio até às ilusões do meu natal.
Passastes longe, austero e tão cruel,
que eu, vazio de sonho e de desejo,
agora clamo, grito e choro e vejo
que não és mais o meu Papai Noel...
Meu bom velhinho, escuta-me: eu agora,
sou moço, fiquei outro e, em meu juizo,
não quero flauta, nem tambor, nem guizo,
somente o amor que eu sentia outrora.
O amor! O amor! Traze-mo se puderes.
Ele existe, ele vive, sinto-o no ar
que respiro, na luz, na voz, no olhar
da mais encantadora das mulheres...
E se tu m'a trouxeres ao meu lado
porei, Papai Noel, sobre o fogão
além do meu sapato, o coração...
- Eu sou um menino grande apaixonado!
Poesia de Arlindo de Castro,
escrita em 1956.
| Apresentação do coral do Instituto Mirtillo Trombini em Morretes |
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